Sábado, 24 de outubro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 24 de outubro de 2026
O último debate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado pela TV Globo, ganhou destaque na imprensa internacional. Reportagens de jornais e agências de notícias de diferentes países destacaram os embates sobre economia, segurança pública e as relações do Brasil com os Estados Unidos. A repercussão internacional apontou diferenças no tom dos candidatos, com “um Flávio mais contido e um Lula mais ao ataque”.
Os veículos também chamaram a atenção para as provocações pessoais, especialmente a fala de Flávio sobre os “nove dedos” de Lula, mencionada na maioria das publicações analisadas. Veja os destaques abaixo.
El País, da Espanha: destacou que, durante o debate de mais de duas horas, o tom foi mais construtivo do que no primeiro encontro, embora ainda tenham ocorrido provocações e insultos. Lula, que começou cauteloso, acabou colocando o rival na defensiva.
Le Monde, da França: afirmou que, desta vez, Flávio Bolsonaro usou gravata e não caminhou de um lado para o outro nem gesticulou atrás de seu oponente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como havia feito uma semana antes. O jornal também destacou o momento em que o senador chamou o presidente de “nove dedos”.
Reuters, do Reino Unido: informou que Flávio Bolsonaro e Lula reiteraram suas propostas de campanha durante o debate, com foco em temas como custo de vida, bem-estar social e segurança, além de trocarem acusações de corrupção. A agência destacou as divergências entre os candidatos sobre custo de vida e corrupção.
La Nación, da Argentina: afirmou que o debate foi marcado por ataques pessoais. Flávio chamou Lula de “nove dedos” e perguntou se o país era governado pelo presidente ou pelo Google. Lula o acusou de estar “bajulando Trump”, em referência às tarifas americanas impostas a produtos brasileiros.
Observador, de Portugal: afirmou que Flávio buscou transmitir uma imagem de moderado e se apresentar como presidenciável. Lula adotou um discurso mais duro e insinuou que o adversário representa um perigo para a democracia. Segundo o jornal, os dois candidatos tentaram conquistar os eleitores indecisos.
A Associated Press (AP) destacou que Lula e Flávio Bolsonaro chegaram ao último debate antes do segundo turno com um tom mais moderado do que no encontro anterior, realizado cinco dias antes, e tentaram conquistar os eleitores indecisos.
O confronto, transmitido pela TV Globo e com duração de duas horas, teve três momentos de tensão. Um dos principais episódios ocorreu quando Flávio chamou Lula de “nove dedos”, levando o presidente a exigir um pedido de desculpas, que foi concedido pelo senador.
Em outro momento, Lula chamou Flávio de “miliciano”, em referência a grupos ligados a policiais no Rio de Janeiro. A agência também destacou o confronto entre o senador e a mãe de uma menina de 5 anos morta em um tiroteio envolvendo um policial que ele havia defendido como advogado.
Além das provocações pessoais, os candidatos discutiram salário mínimo, segurança pública, saúde e incentivos ao agronegócio. A AP também ressaltou que a disputa estava acirrada e que o resultado teria implicações para a política externa brasileira, especialmente nas relações com os Estados Unidos e a China.
Lula e Flávio Bolsonaro também trocaram acusações sobre custo de vida, segurança pública e corrupção no último debate antes do segundo turno, em uma tentativa de conquistar os eleitores indecisos. Durante o encontro, os candidatos defenderam suas propostas para temas como bem-estar social e segurança. Na discussão sobre a economia, Lula defendeu os aumentos do salário mínimo acima da inflação e afirmou que seu governo ajudou milhões de brasileiros a sair da fome. Flávio, por sua vez, criticou a alta dos preços dos alimentos e a reforma tributária, alegando que as novas regras aumentariam a carga de impostos para os consumidores. (Com informações do portal g1)