Quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

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Compras on-line: 59% dos brasileiros temem ter seus dados vazados

A cada cinco brasileiros, três têm receio de ter os dados vazados ao comprarem um produto pela internet, de acordo com um levantamento feito pela PSafe, maior empresa de segurança digital na América Latina.

Das mais de 8600 pessoas entrevistadas, 59% relatam que o vazamento de dados é o maior medo ao realizarem compras online.

Outras preocupações também foram apontadas pelos usuários, que podiam escolher mais de um fator que lhes causavam insegurança no meio eletrônico. Ter os dados bancários roubados, por exemplo, foi citado por 52% das pessoas.

Em seguida, aparecem como principais receios ter o cartão clonado (48%) e não receber o produto (48%). Somente 4,5% dos entrevistados afirmaram que não sentem medo algum ao fazerem uma compra pela internet.

O Pix, pagamento instantâneo do brasileiro criado pelo Banco Central no ano passado, tem se tornado cada vez mais uma realidade nas transferências entre contas, já que é rápido e prático, pois é realizado pelo celular a qualquer hora do dia.

No entanto, o levantamento mostra que mais de 65% dos entrevistados têm medo de pagar as compras online via Pix. Além disso, 55% deles afirmam que não têm o CPF cadastrado no novo meio de pagamento instantâneo.

O boleto é a forma de pagamento preferida para os produtos comprados pela internet, em seguida, o cartão de crédito.

Segundo a Psafe, o levantamento acende um alerta para as empresas, já que o grau de confiança do consumidor pode ser impactado negativamente caso sofra um ataque cibernético.

“O nível de sofisticação dos crimes virtuais evoluiu rapidamente. Com o aumento de vazamento de dados, temos visto golpes cada vez mais personalizados e convincentes, o que significa que qualquer pessoa de uma empresa pode ser uma vítima”, destaca o CEO da PSafe, Marco DeMello.

Quando uma empresa é atacada e os dados de seus clientes são vazados, ela pode sofrer sanções administrativas geradas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), incluindo multa que pode chegar a R$ 50 milhões. A companhia também pode ter a reputação afetada.

“Há inúmeros prejuízos desencadeados por um ataque, que vão desde paralisação do negócio, podendo perdurar por bastante tempo, bloqueio ao acesso de dados da empresa, vazamento de dados sensíveis até um pagamento de resgate, que é altíssimo. Precisamos nos conscientizar de que a prevenção é um investimento e a remediação é um prejuízo que pode levar à falência”, afirma DeMello.

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