Quinta-feira, 21 de maio de 2026

Defesa de Carla Zambelli chama de “desrespeitosa” a decisão do ministro do Supremo Alexandre de Moraes sobre a extradição da ex-deputada federal

Os advogados da ex-deputada federal Carla Zambelli classificaram como “prematuro e desrespeitoso” à Justiça italiana o pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o governo brasileiro dê andamento aos trâmites necessários à extradição da ex-parlamentar para o Brasil.

A manifestação da defesa ocorreu após Moraes determinar o envio de ofícios ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), para que as duas pastas “adotem as providências necessárias à efetivação da extradição”. A decisão do ministro foi assinada na última segunda-feira e ocorreu depois de o gabinete dele receber, na semana anterior, a comunicação oficial da Corte de Apelação de Roma sobre o acolhimento do pedido de extradição de Zambelli.

Em nota, os advogados da ex-deputada afirmaram que o processo ainda não foi encerrado na Itália e lembraram que a extradição depende da análise da Suprema Corte de Cassação Italiana, considerada a última instância do Judiciário do país europeu. Segundo a defesa, a corte pode reformar a decisão anterior e negar o pedido de entrega da ex-parlamentar ao Brasil.

Os defensores sustentam que a expectativa é de que a Corte de Cassação examine o caso “com mais atenção e cuidado” do que ocorreu nas instâncias anteriores. A defesa também declarou esperar que os magistrados italianos “acolham as numerosas objeções apresentadas pela defesa, todas convergindo para a rejeição do pedido de extradição”, em referência aos argumentos apresentados contra a medida.

Zambelli recorreu à última instância judicial italiana após a Corte de Apelação de Roma, em segunda instância, decidir autorizar a extradição dela em dois processos distintos. Um deles está relacionado à condenação pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça. O outro envolve a condenação por porte ilegal de arma de fogo.

A autorização da extradição foi concedida em fevereiro pela quarta seção penal da Corte de Apelação de Roma. Desde então, a defesa tenta reverter a decisão junto à Corte de Cassação, onde os recursos ainda aguardam julgamento.

A audiência no tribunal superior italiano está marcada para esta sexta-feira. Somente após o esgotamento de todas as instâncias judiciais é que o processo seguirá para a esfera administrativa do governo italiano. Nessa etapa, caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, tomar a decisão final sobre a eventual extradição da ex-deputada brasileira. (Com informações do portal de notícias UOL)

 

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