Quarta-feira, 04 de novembro de 2026

Dólar cai para R$ 5,45 e Bolsa sobe 1,23% após seis pregões de perdas

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (4), cotado a R$ 5,4518, com recuo de 0,64%. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 1,23%, aos 167.563 pontos, interrompendo uma sequência de seis pregões consecutivos de perdas.

O movimento foi influenciado pelo cenário internacional, especialmente pelo resultado das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos. O Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, impondo uma derrota política ao presidente Donald Trump.

A perspectiva de um Congresso controlado pela oposição reduziu as expectativas de expansão dos gastos públicos norte-americanos e contribuiu para a queda dos juros dos títulos do governo dos Estados Unidos. O cenário também favoreceu o enfraquecimento do dólar no mercado internacional, permitindo a valorização de moedas de países emergentes, como o real.

Na Bolsa brasileira, o desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelas ações do Itaú Unibanco e da Vale. O banco avançou após divulgar lucro recorrente de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A mineradora também contribuiu para a recuperação do índice.

Na direção contrária, as ações da Petrobras e de outras empresas do setor de petróleo sofreram pressão diante da forte desvalorização da commodity no mercado internacional. O petróleo Brent chegou a registrar queda de aproximadamente 8%, em meio à redução das preocupações com os riscos geopolíticos após o resultado eleitoral nos Estados Unidos.

No cenário doméstico, os investidores acompanharam a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, cuja decisão foi divulgada após o encerramento do pregão. O colegiado manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual.

A decisão era amplamente esperada pelo mercado, diante da deterioração das expectativas de inflação, da alta do dólar registrada nos últimos pregões e das incertezas em relação à condução da política fiscal no próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar da recuperação desta quarta-feira, a Bolsa brasileira ainda acumula perdas expressivas desde o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro. O mercado segue atento aos sinais sobre a política econômica do próximo governo e às perspectivas para as contas públicas.

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