Terça-feira, 25 de agosto de 2026

Dólar fecha a R$ 5,13 e Bolsa sobe 1,55%

O dólar fechou em queda de 0,25% nesta terça-feira (25), cotado a R$ 5,1399, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, avançou 1,55%, aos 174.577 pontos. O mercado acompanhou as novas tensões entre Estados Unidos e Irã, as discussões em torno do Orçamento de 2027 e os desdobramentos financeiros envolvendo a Braskem.

No mercado de câmbio, a moeda norte-americana acumula queda de 0,09% na semana, enquanto registra alta de 1,39% no mês. No acumulado de 2026, o dólar apresenta queda de 6,35%.

Já o Ibovespa acumula valorização de 2,07% na semana. No mês, porém, o índice registra queda de 1,92%. No ano, a alta chega a 8,35%.

A alta da Bolsa foi sustentada principalmente pelo desempenho das ações da Vale, que subiram 2,04%, e dos grandes bancos. O movimento compensou parte da pressão negativa exercida pelos papéis da Petrobras, que recuaram 2,05% em meio à forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

Por volta das 17h, o petróleo Brent, referência internacional, recuava 5,27%, negociado a US$ 87,31 por barril. O WTI, referência no mercado norte-americano, registrava queda de 4,60%, a US$ 81,10. A retração das cotações contribuiu para a queda das ações da Petrobras, uma das empresas de maior peso na composição do Ibovespa.

No cenário internacional, os investidores acompanharam a divulgação de indicadores da economia dos Estados Unidos e o aumento da pressão de Washington sobre o Irã. O governo do presidente Donald Trump anunciou novas sanções contra pessoas, empresas e embarcações relacionadas ao governo iraniano.

Segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, cerca de 60 pessoas, entidades e embarcações foram incluídas nas novas medidas. As sanções atingem atividades relacionadas aos setores de energia nuclear, produção de mísseis, cibernética e petróleo.

A ofensiva norte-americana também busca pressionar outros países a reduzir ou interromper relações comerciais com o Irã. Washington ameaça aplicar sanções contra governos e empresas que mantenham determinadas transações econômicas com Teerã. A medida aumenta a preocupação dos investidores com os possíveis impactos sobre o comércio internacional e o mercado de energia.

No Brasil, as atenções também estiveram voltadas para o Orçamento de 2027. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a proposta está bem encaminhada dentro do governo. Segundo ele, o salário mínimo previsto para o próximo ano será de R$ 1.741.

Durigan também afirmou que outros benefícios vinculados ao salário mínimo continuarão sendo reajustados de acordo com a evolução do piso nacional. As discussões sobre o Orçamento são acompanhadas pelo mercado financeiro principalmente em razão das perspectivas para as contas públicas e para a trajetória da dívida do governo.

Outro destaque no mercado brasileiro foi a situação financeira da Braskem. A companhia solicitou recuperação extrajudicial para renegociar aproximadamente US$ 10,9 bilhões em dívidas, valor equivalente a cerca de R$ 56 bilhões.

As ações da empresa haviam recuado 6,71% na segunda-feira (24), encerrando o pregão cotadas a R$ 4,73. Além disso, os papéis BRKM3 e BRKM5 serão retirados de uma série de índices da Bolsa.

O pedido de recuperação extrajudicial acrescentou pressão sobre os ativos da companhia e passou a ser acompanhado de perto pelos investidores, em um momento de atenção sobre a capacidade financeira da empresa e as condições para a renegociação de seus compromissos.

Com a combinação de fatores externos, como as sanções dos Estados Unidos contra o Irã e a queda do petróleo, e questões domésticas relacionadas ao Orçamento e à situação da Braskem, o mercado brasileiro encerrou a sessão com valorização do principal índice acionário e leve recuo do dólar.

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