Terça-feira, 07 de dezembro de 2021

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Eleições 2022: Quem são os potenciais candidatos a presidente da República

A corrida presidencial entrou numa fase de pré-definições em que potenciais candidatos a presidente nas eleições 2022 estão sendo lançados ao ritmo praticamente de um por semana.

O cenário se desenha pulverizado, depois da apresentação à disputa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), que trocou o DEM pelo PSD, no dia 27.

Exatamente uma semana depois, o Partido Novo lançou a pré-candidatura do cientista político Luiz Felipe d’Avila, que foi coordenador do programa de governo da campanha do tucano Geraldo Alckmin em 2018.

As atenções agora estão voltadas para a filiação do ex-juiz federal Sérgio Moro ao Podemos, o que põe fim às dúvidas de sua pretensão de concorrer à Presidência em 2022. Desafeto de Jair Bolsonaro, de quem foi ministro da Justiça, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dois líderes nas pesquisas, Moro também considera uma vaga ao Senado, mas seu plano A é o cargo máximo da República.

No dia 21, o PSDB escolherá, por meio de prévias, o seu pré-candidato. Estão no páreo os governadores João Doria, de São Paulo, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio.

A fragmentação da disputa tende a aumentar, uma vez que a direção do MDB também prepara para os próximos dias o lançamento da senadora Simone Tebet (MS), o que elevaria o número a 13 postulantes principais.

Ao menos por enquanto, os esforços de união da chamada terceira via não se concretizaram, o que favorece a polarização entre Lula, à esquerda, e Bolsonaro, que retém parte substancial dos votos dos eleitores da direita.

Com a maior rejeição entre todos os pré-candidatos, no entanto, Bolsonaro – que negocia uma filiação para PP, PL ou Republicanos – vê esse capital eleitoral ameaçado pela concentração de concorrentes no campo da direita, centro direita e centro.

É o caso de Luiz Henrique Mandetta, outro egresso de seu governo. O ex-ministro da Saúde é o pré-candidato do União Brasil, fruto da fusão em curso entre o DEM e o PSL, sigla pela qual Bolsonaro se elegeu em 2018 mas de onde saiu após perder a briga pelo controle partidário.

No centro, há ainda o nome do senador Alessandro Vieira (SE), cuja pré-candidatura foi aprovada em setembro pela direção do Cidadania.

Pela esquerda, mas com acenos à direita, o único que busca enfrentar a hegemonia do PT é o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que já concorreu à Presidência em 1998, 2002 e 2018. Mas, depois da aprovação da PEC dos Precatórios em primeiro turno na Câmara, sua pré-candidatura está em suspenso.

Pela primeira vez desde 2006, o PSOL deve abrir mão de lançar candidato ao Planalto para apoiar Lula, mesmo caminho que será adotado por partidos do campo progressista como PSB e PCdoB.

Ex-PSOL e Patriota, o folclórico ex-deputado federal evangélico Cabo Daciolo pretende repetir a dose e lançou-se novamente ao Planalto, na semana passada, em meio à temporada de anúncios de presidenciáveis, ao se filiar ao Brasil 35 (ex-Partido da Mulher Brasileira).

Em 2018, Daciolo surpreendeu ao terminar a disputa em sexto lugar, à frente de figuras da elite política, como Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (Rede), Alvaro Dias (Podemos) e Guilherme Boulos (Psol).

A lista final dos que concorrerão em 2022 só será conhecida depois das convenções partidárias, a serem realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto de 2022. A relação deve incluir nomes de última hora de partidos pequenos da direita ou da esquerda, como PCO e PSTU, ao passo que também tende a passar por um enxugamento – em virtude das chances apontadas pelas pesquisas eleitorais e da costura de alianças.

É o caso do apresentador de TV José Luiz Datena, que anunciou em seu programa que se filiará ao PSD para concorrer ao Senado por São Paulo. Datena, que havia sido lançado como presidenciável pelo PSL, não gostou de declarações em que o presidente do partido, Luciano Bivar, demonstrou simpatia pela candidatura de Sergio Moro. O apresentador também se dizia insatisfeito com os rumos da fusão com o DEM.

Em 2018, 13 candidatos concorreram à Presidência da República.

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