Terça-feira, 08 de setembro de 2026

Eleições 2026: saiba quem está por trás dos planos de política externa dos presidenciáveis

Os seis candidatos ao Palácio do Planalto que melhor pontuam em pesquisas de intenção de voto contaram com aliados para desenhar suas propostas para política externa, tendo como figura central o presidente da República enquanto chefe de Estado. Ele é auxiliado pelo ministro das Relações Exteriores, chefe do Itamaraty.

Os comitês de campanha recorreram principalmente a diplomatas de carreira e cientistas políticos a fim de esboçar um plano de atuação internacional do Brasil nos próximos quatro anos (2027-2030). A maioria promete exercer uma política externa pragmática e uma diplomacia profissional.

Mais cotados

O comando da política externa em eventual quarto mandato de Lula virou motivo de articulações nos bastidores do governo. Já surgiu nova pressão para que o presidente indique a primeira chanceler mulher. Em 2022, ele ignorou o critério e preteriu nomes como a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, que novamente surge como o nome mais forte, apesar de estar no centro da crise com os EUA.

No balcão de apostas do Itamaraty, dois diplomatas de carreira se cacifaram no ano passado junto ao presidente. O mais citado atualmente é o embaixador Maurício Lyrio, que atuou em várias frentes como negociador diplomático principal do País – com Estados Unidos, G-20 e Brics – e agora chefia a secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente no MRE.

Lyrio chegou a ser elogiado por Lula como “negociador de todas as causas difíceis”. O segundo é o presidente da COP-30, André Corrêa do Lago, de larga trajetória no setor ambiental e família tradicional, neto do embaixador Oswaldo Aranha.

Sem o irmão

Em janeiro, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, chegou a dizer que seu irmão Eduardo é um “craque” nas relações internacionais e seria seu indicado para chefiar o Ministério das Relações Exteriores. Depois voltou atrás, motivado por protestos de empresários e até de aliados por causa do perfil ideológico de Eduardo. O ex-deputado cassado é interlocutor junto a partidos e grupos da direita radical e tem trânsito no governo Trump.

Outros nomes

O principal nome mencionado pelo PSD na sugestão de propostas do candidato Ronaldo Caiado para a área foi o embaixador Roberto Azevêdo. Já o coordenador setorial de política externa para o programa de Zema (Novo) foi o cientista político Felipe D’Avila, candidato a presidente em 2022 pelo Partido Novo. Segundo aliados do postulante do Missão, Renan Santos, um dos colaboradores na elaboração de propostas para a política externa foi o candidato a deputado estadual em São Paulo Renato Battista. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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