Terça-feira, 15 de setembro de 2026

Em Passo Fundo, imbróglio em área ociosa da Manitowoc atrasa geração de empregos

A suspensão do leilão, por falta de interessados, da área da antiga Manitowoc, em Passo Fundo, deve atrasar ainda mais a utilização do espaço, que já poderia estar gerando empregos e novos investimentos na região. Em 2023, um grupo de empresas liderado pela PAR Participações, do empresário Antônio Roso, adquiriu a unidade industrial. A intenção era retomar as atividades por meio da fabricação de guindastes e, no primeiro ano, gerar 150 empregos diretos e faturar R$ 700 milhões.

O projeto da PAR, no entanto, encontrou entraves burocráticos no Ministério Público, na Câmara de Vereadores e na própria Prefeitura — e, em março de 2024, por decisão do Tribunal de Justiça, a empresa devolveu o terreno para o município. A área está ociosa há nove anos e ainda não há previsão de nova tentativa de leilão. O edital foi publicado em 30 de junho de 2026. A expectativa da Prefeitura de Passo Fundo era de movimentar pelo menos R$ 52,4 milhões em etapas que iam do leilão aos primeiros anos de operação.

Só se fala na sessão do STF?

O noticiário está dominado – com justa razão – pelos detalhes da histórica sessão do STF desta terça-feira, na qual os ministros decidirão se aprovam ou não a abertura de uma investigação a partir das conversas obscenas reveladas entre o ministro Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro, autor do maior golpe financeiro da história do país. Porém, cobertos por essa nuvem, outros fatos importantes na gestão do governo Lula estão ocorrendo no país.

Vem aí mais um empréstimo de R$ 7 bilhões para cobrir novo rombo dos Correios

Ontem, o governo Lula anunciou que prepara mais um socorro bilionário aos Correios, com a negociação de um empréstimo de R$ 7 bilhões para tentar sustentar uma estatal que acumula prejuízos bilionários, não paga dividendos à União há quatro anos e terminou o primeiro semestre de 2026 com resultado negativo de R$ 5,55 bilhões. A operação serve para aliviar o caixa no curto prazo, e empurra parte da conta para o próximo governo e para os pagadores de impostos. Dá a impressão de que  o governo Lula já jogou a toalha, e não acredita que estará gerindo o pais em janeiro, e deixa a bomba dos Correios para a próxima gestão.

Empréstimos para cobrir rombos  dos Correios já somam R$ 17 bilhões

Mas esse empréstimo de R$ 7 bilhões para cobrir o rombo do semestre não é novidade. É uma prática do governo. Talvez confiando na lenda da falta de memória do contribuinte brasileiro, o Governo Lula já havia fechado em dezembro de 2025, um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país para reforçar o caixa e cobrir o rombo dos Correios naquele ano, em meio à crise financeira enfrentada pela empresa.

Aquele empréstimo teve aval do Tesouro Nacional, o que significa que todos nós fomos chamados a pagar essa conta. Que agora será acrescida de mais 7 bilhões, totalizando 19 bilhões em empréstimos para cobrir uma gestão ineficiente.

Servidores dos Correios respondem à crise de gestão com greve

E o que fazem os funcionários dos correios? greve. Os trabalhadores dos correios entraram em greve na última quinta-feira pela aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026 e para contestar o modelo de restruturação da estatal. O governo pediu e o Tribunal Superior do Trabalho determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria. O risco que correm os trabalhadores ao promoverem uma greve geral, é despertar nos cidadãos a sensação de que os Correios não fazem falta, no modelo atual de gestão.

RS registrou aumento de cirurgias eletivas pelo SUS no primeiro semestre

Em nota encaminhada ao jornalista Flavio Pereira, o Ministério da Saúde informa que o crescimento de cirurgias eletivas foi registrado em 19 estados e no Distrito Federal, e o Rio Grande do Sul registrou aumento de 11%:

“O crescimento das cirurgias eletivas foi registrado em 20 estados. Os maiores avanços ocorreram no Distrito Federal (31%), Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia (20%) e Ceará (20%). Também apresentaram altas relevantes Amapá (18%), Alagoas (15%), Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

Entre as cirurgias do rol do Agora Tem Especialistas, 22 estados registraram crescimento no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. No Rio Grande do Sul, o crescimento foi de 13%.  Os maiores aumentos foram observados no Ceará (29%), Piauí (25%), Rondônia (23%), Mato Grosso (23%), Sergipe (21%) e Distrito Federal (20%). Minas Gerais, Amapá e Alagoas também tiveram crescimento de 16%, enquanto Maranhão e Rio Grande do Sul registraram altas de 15% e 13%, respectivamente.”

Quatro em cada 10 veículos do RS têm mais de 20 anos, aponta Veloe/Fipe

Quatro em cada 10 veículos registrados no Rio Grande do Sul têm mais de 20 anos de fabricação, segundo dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O grupo representa 41,9% da frota gaúcha, que somava 8,64 milhões de veículos em julho de 2026.A idade média estimada da frota do Estado é de 20,8 anos, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Veículos com até cinco anos de fabricação representam 12,4% da frota. Outros 11,3% estão na faixa de seis a 10 anos; 19,3%, entre 11 e 15 anos; e 15,1%, entre 16 e 20 anos.

Para Alexandre Fontes, superintendente de Negócios B2C da Veloe, a elevada idade da frota reforça a importância de acompanhar as condições dos veículos, especialmente em um cenário de maior circulação nas estradas.

O Supremo não é lugar para chicanas

Em editorial ontem, o Estadão resume que “Há carradas de razões para investigar Alexandre de Moraes. Por isso, serão inaceitáveis quaisquer manobras que devolvam o caso ao limbo, como se o Brasil não tivesse visto o que viu”.

Por Flavio Pereira.

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