Sábado, 06 de junho de 2026

Em um mês, quase 900 condutores avançam o sinal vermelho em Porto Alegre

Balanço divulgado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) aponta que 898 condutores não respeitaram o sinal vermelho em cruzamentos de Porto Alegre durante abril, segundo mês de funcionamento dos detectores de avanço de sinal (DAS) na capital gaúcha. O número representa cerca de 0,04% das quase 2,34 milhões de passagens de veículos por esse tipo de dispositivo no período.

A cidade conta hoje com cinco equipamentos da modalidade. Os dois primeiros foram instalados em 1º de março (avenida Protásio Alves com rua Vicente da Fontoura e Bento Gonçalves com Princesa Isabel), ao passo que os outros très estão em operação desde 27 de abril (avenida Farrapos com rua Santo Antônio, Aparício Borges com avenida Oscar Pereira e Nonoai com Campos Velho).

Conforme a prefeitura, o índice é semelhante ao registrado em março e demonstra que a grande maioria (99,9%) dos motoristas e motociclistas seguiu as normas de circulação referentes à sinalização indicada nos semáforos: “O baixo percentual indica a manutenção de um comportamento estável e majoritariamente adequado nas vias monitoradas”.

Do total de autuações, 387 foram por avanço de sinal vermelho e 511 por excesso de velocidade, de acordo com o artigo 218 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). No caso da segunda modalidade de infração, o número é considerado alto e supera os da primeira nos dois meses analisados, acendendo um alerta sobre comportamento de risco por parte dos condutores, além de indicar a necessidade de ações integradas de educação, fiscalização e segurança viária.

Com a palavra…

Diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto acrescenta: “Esse comportamento responsável vai ao encontro de um indicador que atualmente orgulha Porto Alegre: a a menor taxa de mortalidade no trânsito por frota de veículos dentre as capitais brasileiras, considerando-se o número de mortes para cada 10 mil veículos”.

Ainda segundo ele, tal resultado não acontece por acaso: “É fruto de um trabalho permanente de planejamento, fiscalização, educação para o trânsito e qualificação da infraestrutura viária, aliado ao comprometimento da população em adotar atitudes seguras no dia a dia”.

O levantamento também revela uma taxa relativamente baixa, de 0,022%, no que se refere a autuações por excesso de velocidade, considerando-se o número de veículos fiscalizados. Bisch Neto prossegue:

“A estatística proporcionada pelos detectores de avanço de sinal reforça que a ampla maioria dos condutores já compreende a importância de respeitar a sinalização e os limites estabelecidos. Quando o comportamento seguro se torna regra, reduzimos conflitos, prevenimos sinistros e preservamos vidas. É essa soma de esforços entre poder público, órgãos de segurança e sociedade que permite o avanço contínuo na construção de um trânsito cada vez mais seguro para todos”.

(Marcello Campos)

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