Domingo, 25 de fevereiro de 2024

“Era o que eu esperava”, diz o ex-presidente da República Michel Temer sobre o afastamento do juiz que o prendeu na Lava-Jato

O ex-presidente Michel Temer recebeu com tranquilidade o afastamento do juiz titular da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para o político, a decisão não o surpreendeu e ocorreu conforme ele esperava.

“A história costuma corrigir as versões quando elas não espelham os fatos”, argumentou Temer. “Acima de tudo, o CNJ puniu o método que, até recentemente no Brasil, privilegiava a militância e as ambições pessoais em detrimento da justiça.”

O ex-presidente disse ainda que a medida do CNJ contra Bretas, “como constitucionalista, e ex-presidente da República”, o tranquiliza.

Em 21 de março de 2019, Bretas mandou prender Temer no âmbito da Operação Lava Jato, tendo como base um acordo de delação premiada. O ex-presidente teria cometido os crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro em contratos da Eletronuclear com a empresa de engenharia Engevix. Quatro dias depois, ele deixou a detenção.

Confira a íntegra da nota do ex-presidente:

“A decisão do Conselho Nacional de Justiça, no caso do juiz Marcelo Bretas, em nada me surpreendeu. Era o que eu esperava. A história costuma corrigir as versões quando elas não espelham os fatos. Acima de tudo, o CNJ puniu o método que, até recentemente no Brasil, privilegiava a militância e as ambições pessoais em detrimento da Justiça.

Isso é o que, como constitucionalista e ex-presidente da República, me tranquiliza.”

Afastamento

Marcelo Bretas, juiz que conduziu a Operação Lava Jato do Rio de Janeiro, foi afastado do cargo após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na terça-feira (28).

Um processo administrativo foi aberto por decisão unânime do Conselho para apurar se Bretas tinha excessiva proximidade com a ala política do Rio de Janeiro – incluindo políticos próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele é suspeito de parcialidade na condução da Operação Lava Jato no estado.

Seu afastamento do cargo de juiz foi decidido por 11 votos a quatro.

A representação que levou à abertura do processo administrativo pelo CNJ foi feita por advogados do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e se baseia em uma reportagem da revista Veja que traz uma série de suspeitas sobre a relação de Marcelo Bretas com os procuradores da Lava Jato no Rio de Janeiro. Ele é acusado, inclusive, de negociar delações premiadas mesmo sendo juiz.

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