Segunda-feira, 17 de junho de 2024

Espanha chama para consultas embaixadora na Argentina e exige desculpas de Javier Milei

A Espanha convocou sua embaixadora em Buenos Aires para consultas e exigiu um pedido de desculpas do presidente da Argentina, Javier Milei, por ter chamado a esposa do primeiro-ministro, Pedro Sánchez, de “corrupta” neste domingo, 19, durante um evento em Madri, anunciou o ministro das Relações Exteriores.

“Acabo de convocar nossa embaixadora em Buenos Aires para consultas”, afirmou o chanceler espanhol, José Manuel Albares. “A Espanha também exige um pedido público de desculpas de Milei. Se não houver o pedido de desculpas, tomaremos todas as medidas que consideramos apropriadas para defender nossa soberania”, acrescentou Albares.

Durante um discurso em uma reunião em Madri de líderes de extrema direita organizada pelo partido espanhol Vox, Milei se referiu a Begoña Gómez como uma “mulher corrupta”.

Embora ele não tenha identificado Sánchez ou sua esposa pelo nome, as declarações do libertário deram a entender que ele estava se referindo à esposa do primeiro-ministro espanhol.

“As elites globais não percebem o quão destrutivo pode ser implementar as ideias do socialismo, mesmo que você tenha a esposa corrupta, tire cinco dias para pensar sobre isso”, disse ele.

Em uma mensagem publicada na rede social X, o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, expressou seu apoio ao governo espanhol, afirmando que “ataques contra parentes de líderes políticos não têm lugar em nossa cultura: nós os condenamos e rejeitamos, especialmente quando vêm de aliados”.

Denúncia

Gómez está sendo investigada por sua suposta relação comercial com empresas que receberam ajuda do governo. O Ministério Público da Espanha pediu no mês passado que a investigação contra Begoña Gómez fosse arquivada. A denúncia levou o líder socialista a cancelar compromissos públicos e anunciar que estava considerando renunciar ao cargo.

A investigação foi motivada por denúncia da organização anticorrupção Mãos Limpas, cujo presidente, Miguel Bernad, tem vínculos com a extrema direita espanhola. O grupo depois admitiu que se baseou exclusivamente em matérias que circularam na imprensa ao apontar as supostas irregularidades e que caberia à Justiça determinar se era verdade.

De acordo com o portal El Confidencial, o tribunal investigava as ligações de Gómez com o grupo espanhol Globalia, dono da aérea Air Europa, que negociava um socorro do governo durante a pandemia. A companhia recebeu uma linha de ajuda de 475 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões na cotação da época), proveniente do fundo de 10 bilhões de euros destinado a apoiar empresas estratégicas em dificuldades durante a pandemia.

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