Segunda-feira, 27 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 26 de abril de 2026
Passadas 24 horas do ataque a tiros em um jantar de jornalistas correspondentes da Casa Branca, nos Estados Unidos, o que se sabe até o momento é que a segurança do evento foi fraca e que o suspeito está sendo investigado pelo FBI e será formalmente acusado pela Justiça dos EUA nesta segunda-feira (27). O evento contava com a presença do presidente Donald Trump e outras autoridades do governo norte-americano.
Um vídeo postado por Donald Trump na plataforma Truth Social mostra o momento exato em que o homem que planejava um atentado contra o presidente americano fura o perímetro de segurança, estabelecido a poucos metros da entrada do salão principal do hotel Washington Hilton, onde ocorria um encontro entre o mandatário e correspondentes da Casa Branca.
A cena expõe brechas básicas no esquema de segurança de um dos eventos mais monitorados do calendário político americano, já que o suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, passa correndo por nove agentes do Serviço Secreto, americano. Imediatamente, os seguranças reagem sacando armas e efetuando disparos.
De acordo com informações publicadas pelo The New York Times, não havia detectores de metal nas entradas do hotel no momento do evento. Allen foi contido poucos metros após ultrapassar o ponto de controle e não chegou ao salão onde ocorria o jantar, que, além de jornalistas e do presidente, reunia diversas autoridades.
Outro fator considerado relevante pelas autoridades é o fato de o homem estar hospedado no próprio hotel. Segundo a polícia, ele havia feito check-in um ou dois dias antes do evento, o que facilitou sua circulação nas dependências do local sem levantar suspeitas imediatas.
Embora autoridades tenham afirmado que o sistema funcionou ao impedir o avanço do suspeito até o alvo, o fato de ele ter conseguido se aproximar levanta dúvidas sobre a efetividade das medidas que estão sendo tomadas para garantir a segurança de Trump.
O local da tentativa de atentado também adiciona peso ao caso. O Washington Hilton é o mesmo hotel onde, em 1981, o então presidente Ronald Reagan sofreu uma tentativa de assassinato, um dos diversos episódios que entraram para a história da segurança presidencial americana, marcada por atentados e pelo assassinato de quatro presidentes no exercício do cargo.
Como ocorreu
Os tiros começaram quando os presentes começaram a comer. As pessoas se jogaram debaixo das mesas, aos gritos de “ao chão, ao chão”, enquanto equipes do Serviço Secreto invadiram o jantar para conter o homem.
O suspeito atingiu um agente à queima-roupa, mas sem ferimentos graves. Trump e outros membros do governo foram retirados às pressas.
O atirador foi identificado pelas autoridades como Cole Allen, de 31 anos, um morador da Califórnia. A polícia de Washington D.C. afirmou que Allen estava armado com uma espingarda, uma pistola e diversas facas. Trump o chamou de “lobo solitário e doente”.
Ele estava hospedado no hotel e acredita-se que ele chegou ao andar do evento pelo elevador, segundo a polícia de Washington. Houve troca de tiros entre o suspeito e agentes de segurança, e Allen disparou ao menos um dos tiros ouvidos pelos presentes. Um agente do Serviço Secreto foi atingido em seu colete à prova de balas e está bem de saúde.
O FBI iniciou ainda durante a madrugada buscas em uma casa ligada a Allen em Torrence, na Califórnia, onde ele mora. A polícia local disse também acreditar que Allen agiu sozinho.
Ainda não se sabe as suas motivações para o ataque. No entanto, ele teria admitido aos agentes após ser preso que queria atirar em integrantes do governo Trump, segundo a CBS News. (Com informações do g1 e revista Veja)