Sábado, 27 de novembro de 2021

Europa poderá enfrentar mais meio milhão de mortes por covid até fevereiro, diz a Organização Mundial da Saúde

O ritmo atual de transmissão do coronavírus na Europa é muito preocupante e pode causar mais meio milhão de mortes no continente até fevereiro, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (4).

De acordo com os dados da OMS Europa, as hospitalizações ligadas ao coronavírus dobraram em uma semana.

O número de novos casos por dia está há quase seis semanas consecutivas em alta na Europa, e o número de mortes diárias continua a subir, já há sete semanas. Esta alta é puxada, principalmente, pelos números de Rússia, Ucrânia e Romênia.

Registra-se, em média, 250 mil novos casos e 3.600 óbitos por dia, de acordo com dados oficiais coletados pela agência AFP.

“Estamos, de novo, no epicentro”, advertiu o diretor da OMS para a Europa, Hans Kluge, em entrevista coletiva virtual.

“O ritmo atual de transmissão nos 53 países que formam a região europeia é muito preocupante. Se mantivermos esta trajetória, poderemos ter outro meio milhão de mortos por covid-19 na região até fevereiro”, disse ele.

Essa quarta onda “maciça” afeta especialmente a Alemanha, que registrou nesta quinta um recorde de casos diários desde o início da pandemia de coronavírus, com um total de 33.949 casos em 24 horas, segundo o instituto de vigilância sanitária Robert Koch.

A Croácia também atingiu um novo recorde diário, com 6.310 pessoas com teste positivo, seguindo os passos da Rússia, que repetidamente bateu seus próprios recordes nas últimas semanas.

Desde o início da pandemia, na Europa foram contabilizados mais de 1,4 milhão de mortes de um total de mais de 5 milhões no mundo.

Vacinação insuficiente

Para a OMS, o aumento dos casos se explica pela combinação de uma vacinação insuficiente com uma flexibilização das medidas anticovid.

Segundo os dados da OMS Europa, as hospitalizações vinculadas ao coronavírus “dobraram em uma semana”.

Justamente para frear a saturação dos hospitais, nesta quinta-feira o Reino Unido, um dos países com mais mortes pela pandemia, aprovou o molnupiravir, um medicamento em comprimidos contra a covid-19 elaborado pelo laboratório americano MSD que pode reduzir as hospitalizações em 50%. É o primeiro país do mundo a homologar este tratamento.

“Dados confiáveis mostram que, se continuarmos usando em 95% a máscara na Europa e na Ásia Central, poderemos salvar até 188 mil vidas do meio milhão que corremos o risco de perder até fevereiro de 2022”, frisou Kluge.

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