Quinta-feira, 09 de dezembro de 2021

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Evento internacional de tênis tem gaúchos nas finais no Leopoldina Juvenil neste sábado

Tenistas gaúchos estão nas finais e vão decidir os títulos neste sábado (6) no último dia da 35ª edição do Golden Lake Multiplan Seniors Internacional, realizada na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre (RS).

Na categoria 55 anos, a final será totalmente gaúcha. Marcelo Krebs, 21º do mundo, passou com tranquilidade sobre João Pizzato (6/1 e 6/2) e medirá forças diante de Eurico Carvalho que derrotou Vitório dos Santos (6/3 e 7/5). Krebs busca sua nona conquista no torneio e Eurico tenta repetir o feito de 2013 quando levantou o troféu em seu clube.

Na categoria 50 anos, em duelo de gaúchos, melhor para o atleta do Leopoldina, Marcelo Maciel, que marcou 6/1 e 6/2 sobre Miguel Kelbert e irá medir forças contra Sebastião Oliveira.

“Me surpreendi, Miguel é um dos caras que mais ganhou neste torneio , tinha jogado seis vezes com ele e vencido somente uma e dessa vez me surpreendeu. Ele está um pouco destreinado, mas é um obstáculo difícil de ser superado então tive que me manter focado pois em algum momento ele poderia crescer e daí o jogo escaparia”, disse Maciel, ex-top 5 do mundo e que vai em busca de seu terceiro troféu no torneio.

“Em 2019 tive meu melhor ano e fiz uma final incrível contra um chileno que era 3º do mundo, venci por 7/6 no terceiro set, 3h30min nessa quadra central, então estou com as melhores memórias e espero uma nova batalha amanhã também”, destaca.

Nos 45 anos, o argentino radicado em Porto Alegre, Matias Epifanio, virou um primeiro set abaixo em 5 a 2 e derrotou André Cury, ex-número 1 do mundo (7/6 (8/6) e 6/1) e vai decidir o troféu contra o mineiro Felipe Miana que vencia Marcio Iorio por 6/4 e 2/2 quando o carioca desistiu por problemas físicos.

Campeão pela primeira vez em Porto Alegre

Eduardo Izoldi, de Resende (RJ), conquistou o troféu na categoria 65 anos ao superar Luiz Heeren debaixo do forte calor da capital gaúcha, marcando um duplo 6/3. É sua primeira conquista no torneio. “Estou muito feliz pois batalhamos muito para chegar nesse momento. Levanto todos os dias muito cedo, faço toda a rotina de treinamento, treino quase todos os dias na semana e é batalha diária. Foram quatro jogos para chegar numa final. Com 65 anos é preciso se preparar muito bem senão no segundo, terceiro jogo você se machuca . Costumamos falar que temos dois corações, um é aqui no peito e outro na panturrilha onde bombeia todo o sangue do corpo debaixo pra cima. Fez muito calor essa semana e o segredo é o preparo físico que faz diferença, mas foi gratificante”, apontou Izoldi.

O tenista levou seu quarto título no ano onde perdeu apenas uma partida, em Goiânia (GO), justo por problemas na panturrilha. Agora ele foca no torneio de Lima, no Peru, e depois no Campeonato Brasileiro em Itajaí (SC), onde só vai ter que trazer um agrado para a esposa: “Lima será minha primeira viagem internacional para um ITF nesse período desde que começou a pandemia. Ficarei duas semanas fora de casa. Vamos ver se a patroa não reclama. Vou ter que trazer um bom presente para ela (risos)”.

Federer do Seniors

Nos 40 anos, teremos a rivalidade entre Adelmo Evangelista, o Federer dos Seniors, ex-número 1 do mundo, contra Antonio Amaro. Será o oitavo duelo entre eles no circuito. Amaro, natural de Pernambuco (PE), lidera por 4 a 3 diante do paulista de Cotia.

“É meu último torneio do ano, vim preparado, primeiro objetivo alcancei que era a final, agora é buscar o título”, disse Amaro após bater Francisco Caetano (6/2 e 6/1): “Jogo foi um pouco disputado nos games, depois fluiu melhor quando encaixei melhor os golpes”.

Para Amaro, as condições favorecem mais Adelmo: “Estou fazendo um bom jogo, estarei preparado e espero sair com a vitória. As quadras aqui são mais lentas, favorece mais o estilo dele”.

Os dois são amigos dentro e fora das quadras. As apostas, segundo Amaro, ficam somente de forma mais lúdica com os alunos dos dois professores.

Sobre o duelo contra Amaro, Adelmo não concorda com vantagem pelas condições mais lentas do saibro da Leopoldina Juvenil: “Eu contra o Amaro seja lento ou rápido é sempre jogão. É um clássico, independente quem vença somos amigos , espero representar, fazer um grande jogo independente se vencer ou não, quero sair satisfeito da quadra”.

O sábado marcará o último dia da competição com onze partidas e os últimos campeões serão definidos em jogos que começam a partir das 9h30.

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