Terça-feira, 18 de junho de 2024

Ex-ministro do Supremo Ricardo Lewandowski deseja autonomia para montar equipe no Ministério da Justiça

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski é um dos nomes que desponta para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, caso o atual chefe da pasta, Flávio Dino, seja aprovado pelo Senado para integrar o Supremo.

Lewandowski tem indicado que deseja ter autonomia para montar a própria equipe, caso seja convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga. Na hipótese de assumir a função, a decisão colide com as pretensões do PSB, partido de Flávio Dino, que pretende manter o espaço na estrutura, inclusive com a permanência de Ricardo Cappelli, atualmente secretário-executivo. Interlocutores próximos a Dino trabalham para que Cappelli assuma a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) na nova gestão, independentemente de quem seja o escolhido.

O PT já vem atuando para que Cappelli não fique com nenhum espaço no ministério. No Planalto, auxiliares do presidente veem com reserva a permanência dele na hipótese de Lewandowski ser o escolhido por Lula.

Uma das avaliações é a de que se Cappelli chefiar a Senasp, será, na prática, um homem de Dino comandando a segurança pública do País quando o ministério já terá um novo ministro, o que dividiria o comando da pasta.

Além da secretária executiva, de assessoria direta ao ministro, e da Senasp, o ministério é composto por outras sete secretarias: Justiça; Consumidor; Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos; Políticas Penais; Assuntos Legislativos; Acesso à Justiça; Direitos Digitais. Atualmente, a Senasp é comandada pelo ex-deputado federal Tadeu Alencar, também do PSB.

Número dois de Dino no Ministério da Justiça, Cappelli se destacou ao ser interventor da segurança do Distrito Federal após os atos antidemocráticos do 8 de janeiro e ao assumir interinamente o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em abril, com a saída do general Gonçalves Dias. Ele, porém, criou mais rusgas no PT e com uma ala do governo durante a disputa pela vaga da ministra Rosa Weber.

Lula busca um nome de estofo político e experiência para assumir o lugar de Dino. Com experiência em projetos na área do sistema prisional, Lewandowski é a favor da manutenção de um só ministério para Justiça e Segurança Pública, desenho preferido por Lula.

O ex-ministro do Supremo viajou com Lula para os Emirados Árabes, para a COP28, mas o assunto não foi tratado entre ambos. Há expectativa de que conversem sobre essa possibilidade nos próximos dias. Desde que deixou o STF, Lewandowski mora em São Paulo e tem atuado na iniciativa privada. Embora não venha se movimentando para virar ministro, há um consenso entre quem o conhece que ele não negaria um convite formal vindo de uma conversa diretamente com Lula.

Correm por fora, o titular da Secretária de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, Wellington César Lima e Silva, e o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho.

 

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