Terça-feira, 25 de junho de 2024

Exército israelense encontra 1.500 corpos de combatentes do Hamas em Israel e na Faixa de Gaza

O exército israelense anunciou nesta terça-feira (10) que cerca de 1.500 corpos de combatentes do Hamas foram localizados em Israel e nas proximidades da Faixa de Gaza, como resultado das operações em reação ao ataque feito pelo grupo no sábado (7). O porta-voz militar, Richard Hecht, relatou que as forças de segurança conseguiram “restaurar mais ou menos o controle da fronteira” com Gaza.

Hecht também mencionou que, desde a noite anterior, não houve relatos de novas entradas na região, embora tenha alertado que ainda existe a possibilidade de infiltrações continuarem a ocorrer. Ele afirmou que as autoridades militares estão “quase concluindo” a evacuação de todas as comunidades próximas à fronteira.

Os militares israelenses estão montando uma barreira de tanques, aeronaves e embarcações para impedir a entrada ou saída de Gaza, disse o contra-almirante Daniel Hagari, porta-voz, em uma postagem no X nesta terça-feira.

A guerra chegou ao quarto dia com um ataque massivo ao Hamas. De acordo com o Ministério da Defesa de Israel, o país lançou ataques em mais de 200 alvos associados ao Hamas na Faixa de Gaza.

Os detalhes específicos do novo ataque ainda não foram divulgados pelas autoridades militares israelenses. Forças israelenses, porém, bombardearam dois túneis que eram utilizados pelo Hamas para entrar em território israelense. A localização desse túnel não foi revelada.

O conflito Gaza atingiu um nível crítico quando Israel impôs um “cerco completo” em retaliação à maior e mais mortífera incursão em seu território em décadas. Enquanto as hostilidades se intensificam, o grupo terrorista Hamas ameaçou responder à campanha de bombardeamento israelense executando civis feitos reféns em Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ordenou um “cerco completo” à Faixa de Gaza, que inclui o corte de luz, água e a entrada de comida – o território já convive com um bloqueio parcial há 16 anos.

O ministro israelense da Defesa, Yoav Gallant, afirmou que não permitiria “nenhuma eletricidade, comida, água ou combustível” em Gaza, em uma tentativa de apertar o cerco ao enclave palestino de 2 milhões de habitantes

O braço armado do grupo terrorista Hamas, que governa a Faixa de Gaza, lançou uma grande ofensiva no sábado, resultando em mais de 1.500 mortes e deixando milhares de feridos tanto em Israel quanto em Gaza.

Em resposta ao Hamas, Israel continua realizando ataques sistemáticos e destrutivos na Faixa de Gaza, causando a morte de pelo menos 687 pessoas, incluindo civis e crianças.

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