Sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de setembro de 2026
Uma loja de roupas, joias e artigos de luxo localizada em bairro nobre de Porto Alegre, uma mansão avaliada em quase R$ 3 milhões em condomínio de alto padrão e dois veículos blindados estão entre os bens atingidos pela Operação Luxúria, deflagrada nessa quinta-feira (10) pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Na mira, um esquema de lavagem de dinheiro ligado a facção criminosa gaúcha e resultou na autorização judicial para bloqueio de até R$ 8,1 milhões em patrimônio.
Conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, a ofensiva contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRS, bem como dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro (MPRJ) e do Mato Grosso do Sul (MPMS). A Brigada Militar (BM) reforçou a operação.
Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Campo Grande e Porto Murtinho. As investigações apontam que o grupo utilizava empresas, familiares e laranjas para ocultar a origem e a propriedade de recursos ilícitos. A atuação fora do Rio Grande do Sul foi motivada pela identificação de pessoas, empresas, bens e movimentações financeiras ligadas aos investigados em outros estados.
Estratégia
O enfrentamento ao braço financeiro das facções criminosas é apontado pelo MPRS como fundamental para impedir a manutenção, o fortalecimento e a expansão dessas estruturas criminosas. Segundo o MPRS, a investigação identificou movimentações patrimoniais e financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, utilizadas para conferir aparência de legalidade a recursos provenientes de atividades criminosas.
Até o momento, a apuração identificou sete investigados diretamente vinculados ao núcleo familiar e empresarial do esquema, além de empresas suspeitas de serem utilizadas para ocultação e dissimulação patrimonial. O objetivo da operação é aprofundar o rastreamento dos bens, identificar outros envolvidos e reunir novas provas sobre o esquema de lavagem de dinheiro investigado.
(Marcello Campos)