Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Falta de profissionais qualificados afeta 44% dos salões de beleza do Brasil

Uma pesquisa da ABSB (Associação Brasileira de Salões de Beleza) em parceria com o Sebrae mostra que 44% dos estabelecimentos do setor ainda não conseguiram repor a equipe aos padrões do período pré-pandemia.

A principal razão, segundo o levantamento, é a falta de profissionais capacitados no setor. A pesquisa foi feita entre 3/5 e 10/5, e ouviu mais de 60 estabelecimentos em todos os estados brasileiros.

Segundo o presidente da ABSB, José Augusto Nascimento, a entidade tem buscado parcerias para auxiliar o setor na formação de novos profissionais. “Somos o terceiro maior mercado consumidor de produtos para os cabelos, o que requer uma procura grande. Precisamos formar mão de obra que seja bem remunerada, mas temos uma carência grande de qualificação”, afirma.

O presidente destaca ainda que o incentivo à qualificação para a área está sendo realizado junto às escolas e cursos profissionalizantes, “para que haja uma maior valorização da profissão, além de melhor capacitação dos profissionais da beleza”, completa.

Apesar das dificuldades observadas no levantamento, a Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios), divulgada nesta terça-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que o grupo de “outros serviços”, teve alta de 4,8% neste trimestre que encerrou em abril, na comparação com trimestre movem finalizado em março.

Segundo o Instituto, o crescimento foi puxado pelo aumento nos serviços de embelezamento, como manicure, cabeleireiros e esteticista. Para o presidente da ABSB, os dados refletem uma maior participação dos profissionais autônomos do setor, e não nos estabelecimentos físicos.

“Por conta do fechamento dos salões durante a pandemia, os profissionais começaram a atender em domicílio, para gerar uma fonte de renda. O problema é que agora os salões estão com dificuldade de reposição desses funcionários”, afirma.

De acordo com a pesquisa da Associação, 31% dos entrevistados faturaram mais em abril deste ano, do que em abril de 2019. Já 16% dos entrevistados que fizeram algum tipo de empréstimo durante a pandemia dizem não estar em dia com o pagamento das parcelas, enquanto 21% estão em negociação.

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