Sexta-feira, 17 de julho de 2026

FIERGS alerta para impactos da nova tarifa dos Estados Unidos na indústria gaúcha

Reflexos no RS

Frente à confirmação dos Estados Unidos sobre a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, a FIERGS divulgou uma nota lamentando a decisão e alertando para geração de novos desafios à indústria do RS. A sobretaxa tende a comprometer a competitividade de empresas locais e reduzir a previsibilidade de negócios, impactando especialmente segmentos gaúchos como madeira, tabaco, calçados, armas e munições. Presidente da entidade, Claudio Bier defende que o governo federal mantenha o canal de negociações aberto com o país norte-americano, na busca da reversão da decisão e de ampliação de produtos integrados à lista de exceções. Ao mesmo tempo, em um possível cenário de continuidade das tarifas, Bier pontua a necessidade de políticas públicas de apoio aos setores mais afetados, como já realizado em 2025, incluindo linhas especiais de financiamento e demais medidas de socorro às empresas.

Reflexos no RS II

Segundo a FIERGS, a nova tarifa estadunidense, com início de vigência previsto para 22 de julho, deve impactar cerca de 48,2% das vendas do Rio Grande do Sul ao mercado dos Estados Unidos. Somando-se às taxas da chamada “Seção 232”, a cifra de exportações gaúchas sob algum tipo de sobretaxa nos EUA atingirá 85,1%. Apenas uma parcela ínfima – cerca de 2% – dos produtos exportados pelo Estado consta na lista de exceções divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Atualmente, o país norte-americano representa o segundo principal destino das exportações do RS.

Planos de ação

Responsável pela regulação dos serviços públicos delegados do RS, a Agergs notificou as concessionárias dos setores de energia elétrica, saneamento e rodovias, solicitando o envio de planos de ação para o enfrentamento dos temporais previstos para os próximos dias. O órgão regulador requer informações sobre o tamanho do efetivo mobilizado, as ações adotadas para mitigar os impactos dos eventos extremos e as regiões mais vulneráveis a sofrer eventuais prejuízos. As empresas deverão também informar a agência sobre eventuais situações que possam trazer riscos à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança dos usuários. Por fim, as concessionárias deverão notificar ao órgão qualquer agravamento relevante na prestação dos serviços durante o período de monitoramento, com comunicação imediata para situações como a ocorrência de danos a estruturas essenciais, serviços interrompidos ou reduzidos significativamente, dificuldade para restabelecimento de operações e elevação dos níveis de contingência.

Obra contestada

O Ministério Público do Rio Grande do Sul ajuizou ação civil pública para anular o licenciamento urbanístico do empreendimento imobiliário Tipuanas, planejado para a área do estacionamento do Shopping Total, em Porto Alegre. As promotoras responsáveis pelo caso sustentam que o projeto, composto por uma torre de 20 andares, foi aprovado sem os necessários estudos de impacto de vizinhança, culturais e ambientais. A ação questiona, ainda, a aplicação do Programa Municipal +4D à região e a concessão de 75% de desconto na outorga onerosa do direito de construir. Em caráter liminar, o órgão pede a suspensão imediata da licença, a interrupção de obras e a proibição da venda de unidades imobiliárias. O processo, que também aponta falhas na participação popular sobre o programa urbanístico, tramita atualmente na Vara Regional Ambiental da Capital.

Fiscalização de benefícios

Os vereadores de Porto Alegre aprovaram nesta semana um projeto de lei que estabelece medidas rigorosas para coibir fraudes no programa Bolsa Família e em benefícios sociais concedidos pelo município. De autoria da vereadora Comandante Nádia (PL), a proposta determina que, após a comprovação de irregularidades dolosas, a prefeitura deverá comunicar imediatamente os órgãos gestores federais para a eventual suspensão ou cancelamento do Bolsa Família. Para os auxílios custeados exclusivamente pelos cofres municipais, o texto prevê o cancelamento direto do benefício no âmbito da Capital. A autora da matéria argumenta que a falsificação de dados para o recebimento indevido de verbas públicas retira recursos destinados a quem realmente necessita e enfraquece a credibilidade das políticas assistenciais. A matéria segue para sanção do Executivo. Por Bruno Laux – Instagram: @obrunolaux)

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