Segunda-feira, 20 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 20 de abril de 2026
Amigos de Daniel Vorcaro, dono do finado Banco Master – os amigos de verdade – têm enviado mensagens discretíssimas ao “banqueiro” preso na sede da Polícia Federal, através de advogados. Não que queiram que ele mofe na cadeia com a já esperada condenação por seus crimes financeiros. É porque ele deu tombo milionário em muita gente poderosa, e quebrou outros tantos. A dica é ficar na cadeia, que, hoje, é mais segura que as ruas ou em casa. Aliás, nessa fila há um mafioso milanês que mora no Brasil, com quem ele desfez um negócio de terras de R$ 100 milhões.
Fui e voltei
Na noite da véspera da prisão do ex-presidente do BRB Paulo Costa, o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) – seu ex-chefe imediato no banco – decolou em seu king air B-350 e vazou de Brasília. Coincidência? Seu advogado, Kakay, acha absurdo qualquer notícia de que tem medo. Ibaneis é advogado e agropecuarista com negócios fora do DF. “Ele voltou a trabalhar”, diz Kakay: “Quem divulga agenda é autoridade”.
Também conto
Cunhado de Daniel Vorcaro, do Master, e enroladíssimo até o ultimo centavo de saldo em diferentes negociatas, Fabiano Zetel acaba de trocar de advogado e vai delatar. Quem? Até a Polícia Federal está curiosa, porque acima dele só havia o “banqueiro”.
Pai Nosso ao Vigário
A intenção é das melhores, mesmo que congressistas desconfiem. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral convida parlamentares para o seminário “Emendas Parlamentares em Foco: Transparência, Rastreabilidade e Responsabilização”, na quarta-feira (22) na sede do Conselho Federal de Contabilidade. “O seminário tem por objetivo fomentar um debate qualificado sobre a evolução das emendas”
Rio & Royalties
De acordo com a Firjan, o Estado do Rio de Janeiro acumulou perdas de R$ 90 bilhões em receitas em royalties de exploração de petróleo na sua costa marítima. O montante pode ultrapassar R$ 110 bilhões anuais, caso entre em vigor a lei de redistribuição dos royalties. “Não podemos aceitar perder mais recursos e impor mais custos a uma indústria cansada de ser penalizada”, diz o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
Olha o cartão!
Estudo da LCA Consultoria revela que a inadimplência no Brasil atingiu 5,2% devido aos juros elevados e ao uso de linhas caras, como o cartão de crédito. O foco do problema está no custo da dívida, e não apenas no seu valor total. Assim, o orçamento das famílias sofre com taxas que estão entre as maiores do mundo. Por fim, a análise conclui que as apostas online têm impacto pequeno nesse cenário.
Leandro Mazzini
@colunaesplanada