Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de junho de 2026
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou nesta segunda-feira (9) que, se eleito, suspenderá por um ano a entrada em vigor da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo ele, durante esse tempo, serão formuladas novas regras.
“Vamos suspender a entrada em vigor dela por, pelo menos, um ano, porque já ultrapassamos a famosa Curva de Laffer há muito tempo. Muito tributo, altíssima carga tributária e, com isso, começa a haver sonegação”, declarou, durante visita à Times Brasil/CNBC.
A Curva de Laffer é a teoria que defende que o aumento de imposto nem sempre resulta em mais receita, pois alíquotas excessivamente altas desestimulam a economia e reduzem a base.
Flávio afirmou que, tal como está, a reforma tributária “veio para aumentar carga tributária” e “complicou ainda mais” o sistema tributário.
“Temos que buscar uma reforma tributária que seja negativa. A gente consegue, com um governo mais moderno, mais enxuto, usando tecnologia, inteligência artificial, apertando os gargalos de desperdício de dinheiro público, e com isso, vamos conseguir oferecer uma carga tributária mais baixa”, falou.
O senador defendeu uma revisão para algumas atividades econômicas. “Tem setores que são impossíveis de pagar. Quem é profissional liberal vai pagar quase 40% de imposto”, disse.
Quaest: 65% acham que Flávio errou ao pedir dinheiro de Vorcaro para filme
A pesquisa Genial/Quaest desta quarta-feira (10) aponta que 65% dos entrevistados acham que o senador Flávio Bolsonaro (PL) errou ao pedir financiamento para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, para a realização do filme “Dark Horse”, sobre a história do pai, Jair Bolsonaro (PL).
Já para 17% dos entrevistados, Flávio acertou ao solicitar o financiamento. No total, 18% não responderam ou não souberam responder.
A pesquisa Genial/Quaest anterior foi divulgada no dia 13 de maio — mesmo dia em que o site The Intercept Brasil publicou os áudios da conversa entre Flávio e Vorcaro.
O levantamento de maio apontou que 9% dos entrevistados achavam que a família Bolsonaro era a mais afetada negativamente pelo escândalo do Banco Master. Agora, em junho, esse número foi para 16%.
Para 60%, as conversas entre Flávio e Vorcaro levantaram suspeitas, enquanto 19% as consideraram normais. No total, 21% não soube ou não respondeu. Com informações do portal CNN.