Domingo, 30 de agosto de 2026

Flávio Bolsonaro propõe reduzir ministérios para cortar gastos e anuncia médico para a Saúde

Flávio Bolsonaro afirmou, em entrevista à Globo nesta sexta-feira (28), que pretende reduzir o número de ministérios e de cargos comissionados para cortar gastos públicos caso seja eleito presidente. O candidato do PL também anunciou o médico Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, como seu escolhido para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo.

O senador e candidato à Presidência da República pelo PL foi entrevistado pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.

Ao ser questionado sobre como pretende estabilizar e reduzir a dívida pública, Flávio defendeu um “ajuste fiscal forte” e disse que fará um governo mais enxuto. O candidato, porém, não informou o tamanho do corte pretendido, em reais ou em pontos do PIB, nem estabeleceu prazo para atingir a meta.

“Eu vou cortar ministérios. Eu vou fazer um tesouraço inclusive nos cargos comissionados”, afirmou. Flávio disse ainda que pretende reduzir a burocracia e revogar mais de mil atos normativos no início do governo.

Questionado sobre o salário mínimo, Flávio não respondeu se pretende alterar ou manter a atual fórmula de reajuste, baseada na inflação e no crescimento real do PIB. “Eu não vou fazer economia com o povo mais sofrido brasileiro”, afirmou, sem assumir compromisso explícito com a manutenção da regra em vigor.

Flávio também não respondeu se pretende manter aposentadorias e benefícios previdenciários vinculados ao salário mínimo. Questionado se esses pagamentos continuariam sendo reajustados junto com o mínimo, Flávio disse que não pretende fazer economia “em cima dos aposentados”, mas não esclareceu se manterá a vinculação.

“Vou te explicar por que que não precisa também fazer economia em cima dos aposentados”, afirmou. Na resposta, Flávio disse que pretende obter recursos com o combate a fraudes e à corrupção no INSS, além de adotar ferramentas tecnológicas para controlar os gastos públicos.

Ao tratar da dívida pública, Flávio atribuiu a situação fiscal e o nível dos juros aos gastos do governo Lula. O candidato afirmou que uma redução da taxa Selic diminuiria as despesas com juros da dívida e argumentou que o corte de gastos ajudaria a criar condições para a queda dos juros.

Flávio também relacionou o endividamento das famílias à política econômica do atual governo. “Você, que está me acompanhando, provavelmente está endividado ou conhece alguém que está endividado, mas a culpa não é sua. A culpa é desse atual governo”, afirmou.

Ministro da Saúde

Durante a entrevista, Flávio anunciou o médico oftalmologista Claudio Lottenberg como seu escolhido para comandar o Ministério da Saúde caso seja eleito. O candidato afirmou que a área será uma das prioridades de seu eventual governo.

“Eu vou transformar a saúde pública numa saúde de qualidade, o SUS vai ser moderno”, prometeu.

Lottenberg foi presidente do Hospital Israelita Albert Einstein e é presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Israelita Albert Einstein, da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e do Instituto Coalizão Saúde (Icos). Foi ainda conselheiro consultivo do Unicef e tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em nota divulgada após a entrevista de Flávio Bolsonaro, Lottenberg confirmou ter conversado com o candidato e afirmou que, por sua experiência, está sempre disposto a contribuir com o país. Com informações do portal G1.

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