Terça-feira, 21 de abril de 2026

França tenta empurrar Tebet para vice de Haddad

A filiação de Simone Tebet ao PSB gerou um problema entre os socialistas, que já deram adeus ao plano de disputar o governo de São Paulo. Acontece que Márcio França, que já abriu mão da disputa uma vez, em 2022, para apoiar Fernando Haddad (PT), e depois foi rebaixado de ministério no governo Lula, cobra maior protagonismo nas eleições deste ano. Tebet é cotada para disputar uma vaga no Senado, em chapa com Marina Silva (Rede). É aí que esbarra no plano de Márcio França.

Escaldado
Sob risco de ser escanteado outra vez, França já manifestou o desejo de disputar o Senado, sem ficar só na coordenação da campanha de Lula.

Remanejamento
A solução caseira, na vontade do PSB, é empurrar Tebet para vice na chapa de Haddad, abrindo espaço para França.

Os russos
O problema é combinar com o PT, que não vê vantagem em dar a vice para o PSB e ainda uma cadeira na disputa pelo Senado.

Para agregar
Petistas preferem que uma das vagas fique com alguém indicado, por exemplo, por Gilberto Kassab (PSD), numa tentativa de atrair o centrão.

Brasil expõe alinhamento subserviente a Pequim
Em entrevista a jornal em chinês, o embaixador Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos, que chefia o escritório do Brasil em Taipei (Taiwan), fez declarações que, pela gravidade, não são apenas “deslize retórico”. Afirmou que o território ao qual está acreditado “não é reconhecido como país” e que pertence à República Popular da China. O episódio é constrangedor, até porque Santos não é novato e tem reputação consolidada no Itamaraty. Mas é profissional do tipo que cumpre ordens.

Agressão gratuita
Na História, nunca um diplomata brasileiro em Taipei negou a existência do país com o qual o Brasil mantém relações há cinco décadas.

Porta-voz chinês
Preocupante é a naturalidade com que Brasília parece aceitar que um de seus diplomatas atue como porta-voz da política externa chinesa.

Diplomacia abestada
O erro estratégico revela muito mais sobre a abobalhada política externa brasileira do que o embaixador Luís Cláudio jamais pretendia confessar.

Colegiado decide
O STF agendou para quarta-feira (22) o julgamento, no plenário virtual, da prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, preso pela PF pelo envolvimento no caso do Banco Master.

Liberdade x asfixia
“Lula chama de ‘asfixia’ o fim do imposto sindical”, disse Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, “chamamos de liberdade aos trabalhadores, que, por décadas, tiveram que financiar sindicatos pelegos”.

Deu de ombros
Lula tomou drible do presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), com quem sempre joga junto, no projeto do fim da escala 6×1. Lula queria surfar na popularidade do tema e mandou uma proposta para a Câmara, mas Motta ignorou e manteve a tramitação do projeto já existente.

Xô, abestados
A Disney fechou divisões ideológicas, demitindo centenas de idiotas por opção, abandonando a “cultura woke” que afastou o público e as famílias. Volta a se dedicar ao entretenimento puro que a consagrou.

Agressores usam rosa
A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) apresentou, semana passada, um projeto de lei que propõe a adoção de tornozeleira na cor rosa, para identificar agressores de violência doméstica contra mulheres.

Elogios rasgados
O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) avalia que Flávio Bolsonaro tem tudo para ser um bom presidente: “Não é corrupto, tem uma postura calma, é um empreendedor e pode abraçar o voto dos moderados”.

Cooperou como?
Bia Kicis (PL-DF) enviou ofício ao Itamaraty, Ministério da Justiça, Polícia Federal e à Embaixada dos EUA pedindo explicações sobre a atuação da PF em território americano no caso da detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem. Quer saber detalhes e se, de fato, existiu.

Cartéis brasileiros
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro diz que o “lobby de Lula” nos EUA não cola: “CV e PCC são caso de segurança nacional para Trump”. A declaração reforça aviso americano ao Brasil de ofensiva contra facções.

Pergunta na conta
O que machuca mais o bolso, apostas ou impostos?

Poder sem Pudor

Complexo de mansão
Eleito senador, o tucano Tasso Jereissati tentava definir seu gabinete, no início de 2003. Levado a conhecer um gabinete típico, na Ala Teotônio Vilela, ele se espantou com as dimensões modestas do espaço: “É assim? A pessoa passa pela secretária e dá de cara com o senador?”
O funcionário do Senado confirmou. Tasso preferiu um gabinete mais amplo no 11º andar do anexo, onde permaneceu por anos. Para o visitante chegar a ele, precisava passar por quatro pessoas, incluindo atendentes, a secretária Marilu e o assistente Lucena.

Cláudio Humberto

@diariodopoder

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