Quinta-feira, 07 de maio de 2026

Funcionários das três maiores montadoras de carros dos Estados Unidos entram em greve

Trabalhadores de três das maiores fábricas de veículos dos Estados Unidos iniciaram uma greve durante a madrugada dessa sexta-feira (15). A paralisação atinge fábricas da General Motors, Ford e Stellantis – que, juntas, respondem pela produção de mais da metade dos cerca de 15 milhões de veículos vendidos no país anualmente.

Essa é a primeira vez nos 88 anos de história do United Auto Workers (UAW, sindicato dos trabalhadores de montadoras) em que ocorre uma paralisação simultânea.

Ao todo, a greve envolve cerca de 12,7 mil trabalhadores, de um total de cerca de 146 mil trabalhadores fabris em todo o país, segundo o jornal The Wall Street Journal.

O sindicato que representa a categoria afirmou que a paralisação deve interromper a produção de 24 mil veículos por semana. Mas, as companhias também possuem veículos prontos em estoque, o que poderia manter as vendas ativas, mesmo com a redução na receita.

Em contrapartida, se o movimento se tornar uma greve geral nas montadoras americanas, isso poderia causar uma perda de até US$ 500 milhões (R$ 2,4 bilhões) nos lucros de cada empresa por semana, segundo levantamento do Deutsche Bank.

O presidente do sindicato, Shawn Fain, disse em uma live no Facebook aos sindicalistas que, caso as negociações com as montadoras não avancem, outras fábricas também devem enfrentar paralisações.

Causa

A greve foi resultado de uma demanda sindical por uma parcela maior no pagamento de lucros gerados pela venda de caminhões, além de maior segurança nos empregos. A mídia americana informa que os trabalhadores e as empresas discutiram sobre as condições desejadas até tarde da noite, mas não chegaram a um acordo.

De acordo com a Reuters, o sindicato pediu um aumento de 40%, enquanto as montadoras ofereceram um reajuste de até 20%. No entanto, a contraproposta das empresas não incluía os principais benefícios exigidos pela categoria.

A Ford disse que as propostas do sindicato duplicariam os custos trabalhistas nos Estados Unidos. Já a Stellantis, que controla a Chrysler, afirmou que vai tomar decisões estruturais para proteger a empresa.

A GM afirmou que estava desapontada com a paralisação, mas que deseja continuar as negociações.

Atualmente, a indústria de carros dos Estados Unidos faz uma transição para focar na produção de veículos elétricos. No entanto, existe o receio por parte da categoria de que isso provoque demissões na produção de itens automobilísticos voltados para carros à combustão.

Com o governo dos EUA investindo bilhões em incentivos para a produção de carros elétricos, o impasse também se tornou uma questão política. O sindicato, por exemplo, não apoia a reeleição de Joe Biden.

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