Domingo, 03 de julho de 2022

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Governo dos Estados Unidos anuncia flexibilização de restrições a Cuba

O governo dos Estados Unidos anunciou, na segunda-feira (16), a flexibilização de uma série de restrições a Cuba que haviam sido impostas durante a presidência de Donald Trump, inclusive em processos de imigração, transferências de dinheiro e voos.

“Com essas medidas, pretendemos apoiar as aspirações de liberdade e maiores oportunidades econômicas dos cubanos para que possam levar uma vida exitosa em sua casa”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, em um comunicado.

O governo norte-americano anunciou que restabelecerá o programa para a reunificação familiar para cubanos, que estava suspenso desde 2017. Criado em 2007, ele permite que cidadãos ou residentes norte-americanos possam pedir que seus parentes em Cuba viagem aos EUA e solicitem uma permissão de trabalho lá enquanto seu status de residente legal é processado.

O governo dos EUA também prometeu aumentar a capacidade de processamento de solicitações de visto em Havana. Além disso, disse que eliminará o limite atual de remessas familiares de 1.000 dólares por trimestre para o par emissor-receptor e que autorizará as remessas de doações não familiares para apoiar “os empresários cubanos independentes”.

O Departamento de Estado especificou, no entanto, que esses fluxos financeiros não devem “enriquecer” pessoas ou entidades que violem os direitos humanos.

O governo de Biden também aumentará o número de voos entre os Estados Unidos e a ilha, autorizando o serviço a outras cidades além de Havana, e permitirá determinadas viagens em grupo atualmente proibidas. No entanto, esclareceu que não serão reativadas as viagens individuais.

Resposta de Cuba

Cuba reconheceu avanços nas medidas, mas ressaltou que isso “não muda o embargo” vigente desde 1962. “O anúncio do governo norte-americano é um passo limitado na direção correta, mas nem os objetivos nem os principais instrumentos da política dos Estados Unidos com relação a Cuba, que é um fracasso, mudam”, declarou o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez.

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