Quarta-feira, 06 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 4 de novembro de 2023
Mais antiga da modalidade no Brasil, a Guarda Municipal de Porto Alegre completou 131 anos de atividades na proteção de espaços públicos. A corporação vinculada à Secretaria da Segurança da capital gaúcha (SMSeg) passa por um processo de modernização de sua infraestrutura e de ampliação do efetivo, que abrange aproximadamente 400 agentes.
A Escola de Formação e Especialização de Guardas Municipais (EFEGM) está mobilizada no treinamento de 57 novos integrantes, aprovados em concurso público no ano passado. O grupo deve reforçar o patrulhamento nas ruas a partir do ano que vem.
De acordo com o titular da SMSeg, Alexandre Aragon, “a corporação vive o maior momento de sua história e prova, dia após dia, que tem muito a contribuir para a população. Trabalhamos para que esse processo de fortalecimento seja intensificado”.
A prefeitura tem destinado à Guarda, nos últimos anos, uma série de acréscimos. Na lista estão viaturas, bicicletas, quadriciclos, armas, drones e um planejamento com foco nas ações ostensivas. “Ano a ano, busca-se o desenvolvimento institucional, técnico e pessoal de seus servidores”, ressalta o comandante-geral da corporação, Marcelo Nascimento.
A Guarda Municipal conta, ainda, com a Equipe de Ações Preventivas e Comunitárias (EAPC), responsável por iniciativas de prevenção à violência. A população pode solicitar os serviços da corporação pelo telefone 153, que funciona 24 horas por dia.
Origens
Criada em 3 de novembro de 1892 pelo intendente (cargo equivalente ao do atual prefeito) Alfredo Augusto de Azevedo, a Guarda Municipal permaneceu vinculada à Brigada Militar em 1892 e 1893. Mas era o município quem pagava os salários dos praças e de alguns oficiais, bem como o aluguel do quartel.
Em outubro de 1896, o novo intendente João Luiz de Farias Santos organizou a Polícia Administrativa do município. Já em novembro de 1986, o intendente interino Cherubi Febeliano da Costa decretou a extinção da Guarda Municipal e do Corpo de Fiscais, incorporando a Guarda Municipal à Polícia Administrativa, status mantido até 1928.
Um convênio assinado com o governo do Estado em janeiro de 1929 permitiu que os serviços de higiene, policiamento e instrução fossem feitos pela administração estadual. Na época, o Corpo da Guarda era constituído por um quadro administrativo e três destacamentos isolados, com sedes nos bairro Rio Branco, Belém Novo e Ilha da Pintada.
Em 1936, outro convênio foi firmado com o Estado pelo prefeito Alberto Bins e mantido até 1957. Pertencente no início ao quadro da organização municipal, a Guarda Civil foi transferida à administração do Estado por convênio com o município. Pouco tempo depois, passou efetivamente ao governo gaúcho.
Um decreto de dezembro de 1957 criou o Setor de Guardas do município, subordinado à Secção de Fiscalização do Departamento de Limpeza Pública. Em agosto de 1959, conforme o Decreto nº 1.835, assinado pelo prefeito Tristão Sucupira Viana, extinguiu-se o Setor e, para maior eficiência, criou-se o Serviço da Guarda Municipal, subordinado à prefeitura.
Um decreto de agosto de 1960 alterou a denominação do Serviço de Guarda Municipal para Guarda Municipal, submetida nove anos depois, pelo prefeito Célio Marques Fernandes, a nova nomenclatura: Serviço de Vigilância Municipal, que assim seria chamada até 1994, durante a gestão do prefeito Tarso Genro, quando passou em definitivo a se chamar pela forma como a conhecemos hoje.
(Marcello Campos)