Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Hospital de Clínicas de Porto Alegre comemora 15 anos do seu programa de transplantes pulmonares

O Programa de Transplante Pulmonar do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) completa 15 anos em 2024. Para celebrar o marco, a instituição reuniu em evento nesta semana um grupo especial: pacientes da lista de espera por um novo órgão, gente que já passou pelo procedimento e familiares de ambos. Durante o encontro, o conjunto de canto à capela Vocal5 se apresentou voluntariamente.

Relatos de quem recebeu novo pulmão emocionaram quem ainda aguarda a sua vez. Dentre os participantes estava Paulo Ataídes, 65 anos e cujo diagnóstico de fibrose pulmonar o levou a receber um transplante. “Hoje eu estou aqui, conversando e caminhando”, testemunhou a respeito de sua vida atual, mais saudável e leve. “O atendimento da equipe do hospital foi ótimo e minha vida é outra. Para quem está na espera, o meu recado é de que não desistam.”

Se levados em conta todos os órgãos passíveis de transplante, um único doador pode salvar até oito vidas. “Além de Paulo, outras pessoas que estavam na fila aguardando por um órgão tiveram uma segunda chance, o que só é possível se tivermos doadores”, ressalta a instituição. Vale lembrar que, pela legislação vigente, quem deseja ser doador deve comunicar seus familiares.

Desde 2009, o Hospital de Clínicas já realizou 82 transplantes de pulmão. A instituição vinculada ao governo federal trabalha no setor com cirurgiões torácicos, pneumologistas, médicos intensivistas e uma equipe multidisciplinar de nutricionista, psicólogo, enfermeiro, assistente social e fisioterapeuta.

Avanço estadual

Das 838 notificações de morte encefálica registradas no Rio Grande do Sul no ano passado (maior número em quase três décadas), 285 resultaram em doação de órgãos, o que representa quase 35%. A Secretaria Estadual da Saúde (SES) também contabiliza uma alta de 20% no número de transplantes, fato atribuído a uma maior conscientização por parte da sociedade.

Foram 2.240 transplantes de órgãos, tecidos e medula entre janeiro e dezembro, conforme estatística divulgada no final de fevereiro pelo governo gaúcho. Outro dado relevante é o quinto lugar do Estado no ranking nacional de doadores, perdendo apenas para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Na ocasião, a diretora da Central Estadual de Regulação, Suelen Arduin, ressaltou que são dados bastante significativos, sobretudo se comparados ao cenário de brusca retração na quantidade de procedimentos desse tipo durante o auge da pandemia de covid: “Tivemos um aumento significativo nos transplantes de rim e coração, por exemplo, respectivamente com índices de 27% e 33%”.

Dica de leitura

Ligada ao Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro-RS), a Fundação Ecarta publicou recentemente o livro “Corrida Contra o Tempo”, sobre transplantes e doação de órgãos.

A obra tem reportagens de Flávio Ilha, Marcia Anita, Stela Pastore e Valéria Ochôa. Trata-se de uma parceria com o com o Hospital Moinhos de Vento. Confira em ecarta.org.br.

(Marcello Campos)

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