Quinta-feira, 02 de dezembro de 2021

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Hospital Presidente Vargas, em Porto Alegre, destaca importância no pré-natal na prematuridade

As gêmeas Lara e Lavínia surpreenderam os pais ao nascerem antes do tempo, com 34 semanas de gestação. Foi na consulta de acompanhamento do pré-natal que se identificou indicativos de pré-eclâmpsia, distúrbio que afeta cerca de 5% das mulheres grávidas.

Vânia Elisete de Oliveira, 41 anos, entrou nessa estatística. No Dia Mundial da Prematuridade, lembrado nesta quarta-feira (17), a equipe do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, em Porto Alegre, destaca a importância da prevenção e do pré-natal de qualidade.

O caso de Vânia e das pequenas gêmeas teve um início feliz, pois a realização de cesariana antecipou um quadro mais grave da doença. O diagnóstico de pré-eclâmpsia é normalmente feito quando há aumento de pressão arterial e presença de proteína na urina após 20 semanas de gestação. O mais comum é que apareça depois da 37ª semana, mas pode acontecer em qualquer época da segunda metade da gravidez.

“Sabia que minha gestação não seria simples, pois sou pequena e as bebês estavam grandes. Fiquei assustada com o diagnóstico, mas não houve complicação com elas nem comigo”, contou Vânia junto ao marido, Saimon Marins Dias, na última sexta-feira, 12, dia da alta hospitalar.

As gêmeas nasceram em 28 de outubro e receberam a atenção e o carinho da equipe da UTI neonatal do HMIPV nesse período. Após a despedida, chegou o tão esperado momento de ir para casa, em Eldorado do Sul, onde os irmãos Eriky e Amanda aguardavam ansiosos.

O acompanhamento do pré-natal é fundamental para a saúde da mãe e do bebê, período no qual alguns riscos de um parto prematuro podem ser identificados e monitorados.

“Não se conhecem todas as causas que levam ao parto prematuro, algumas são muito particulares e nem sempre previsíveis, porém, se houver acompanhamento de um profissional, os riscos podem ser minimizados”, explica a enfermeira-chefe da UTI neonatal, Viviane Maciel.

Os primeiros três meses são fundamentais, quando o feto está em formação. A mãe deve evitar o uso de medicações não prescritas, cigarro, bebida alcoólica e uso de drogas, que podem afetar diretamente o bebê, além de manter os exames de rotina junto com o parceiro.

Incentivo ao aleitamento materno

Como Hospital Amigo da Criança, título concedido em 2000 pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde, o HMIPV é referência para partos prematuros, quando os bebês nascem com menos de 37 semanas de gestação. Especialmente para eles, o leite humano é sempre o mais indicado, pois não há fórmula tão completa.

As mães com bebês na UTI neonatal, que possui 20 leitos, têm uma rotina de esgotar a mama para estimular a produção e contam com o trabalho de equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, entre outros. Quando os bebês ainda não têm o preparo e a força para sugar, o leite é oferecido por sonda ou copo. Conforme vão crescendo, são estimulados a mamar no peito.

 

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