Sexta-feira, 24 de maio de 2024

Indiciamento de Bolsonaro provoca corrida de advogados ao Supremo. Em vão

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde dessa terça-feira (19) para pedir esclarecimentos sobre o vazamento do relatório que explica o indiciamento dele e de outras 16 pessoas, incluindo o ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid.

Os advogados alegam que tomaram conhecimento do indiciamento pela imprensa, às 8h da manhã. Alegam que ao se dirigir ao Setor de Processos Originários Criminais, às 13h30, foram informados de que o cartório ainda não havia tomado ciência do referido despacho, razão pela qual não poderia conceder as cópias requeridas.

“Nesse cenário, requer que seja esclarecido por quais motivos não foi franqueado acesso à Defesa a elementos já divulgados à imprensa e seja expedida certidão de autenticidade dos documentos anexos, quais sejam: o aludido despacho do Ilmo. Ministro Relator e o Relatório Final de Investigação, bem como certidão atestando a impossibilidade de concessão das cópias atualizadas à Defesa”, diz o trecho da petição.

Postulavam na fila Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, advogados de Bolsonaro, e Eduardo Kuntz, que defende os ex-assessores do então Marcelo Câmara e Sérgio Cordeiro. Mas, apesar do chá de cadeira no STF, não conseguiram o relatório mesmo após Alexandre Moraes ter derrubado o sigilo dos documentos.

Aos advogados, o STF alegou que são necessários dois dias para disponibilizar o relatório.

Mais cedo, um dos advogados de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, publicou nas redes que o indiciamento de Bolsonaro é uma perseguição política. Ele comparou o caso da vacina à investigação de que Bolsonaro é alvo de uma importunação a uma baleia em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo.

“Na minha humilde opinião o indiciamento de hoje, que até o presente momento a defesa técnica sequer teve acesso, é tão absurdo quanto o caso da baleia”, escreveu.

Wajngarten também reforçou a posição de Bolsonaro sobre a vacina contra a covid-19.

“O mundo inteiro conhece a opinião pessoal do Presidente @jairbolsonaro quanto ao tema da vacinação, muito embora ele tenha adquirido mais de 600 milhões de doses. Ademais, enquanto exercia o cargo de Presidente, ele estava completamente dispensado de apresentar qualquer tipo de certificado nas suas viagens. Trata-se de perseguição política e tentativa de esvaziar o enorme capital politico que só vem crescendo”, escreveu.

Segundo a Polícia Federal, no entanto, os cartões falsos de vacina de Bolsonaro foram emitidos ao fim do governo em 2022, antes de ele embarcar para os Estados Unidos no dia 30 de dezembro daquele ano.

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