Segunda-feira, 17 de junho de 2024

Líder do Hamas fala publicamente pela primeira vez desde o início da guerra: “Batalha sem precedentes”

Yahya Sinwar, líder do grupo terrorista Hamas, falou publicamente pela primeira vez desde o ataque a Israel, em 7 de outubro, data que marcou o início da guerra. As informações foram publicadas pelo jornal The Times of Israel.

Na mensagem, o líder afirmou que o Hamas enfrenta uma “batalha feroz, violenta e sem precedentes”, mas não desistirá. Segundo Sinwar, o Hamas não se submeterá às “condições da ocupação”. Ele afirma que o grupo extremista está no caminho para derrotar as FDI (Forças de Defesa de Israel).

O líder ainda afirmou que as Brigadas al-Qassam, braço militar do Hamas, mataram mais de mil soldados israelenses. De acordo com as FDI, 156 soldados foram mortos na operação terrestre israelense em Gaza — muito abaixo dos números mencionados pelo líder terrorista.

O Hamas disse na última semana que considera a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) sobre Gaza é “um passo insuficiente” para resolver a situação na região, uma vez que não inclui uma solução internacional para parar a guerra.

As forças israelenses estão “intensificando” as operações dentro da Faixa de Gaza e continuarão a lutar até que a vitória sobre o Hamas seja alcançada, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em um comunicado em vídeo divulgado no domingo (24).

Quem é Sinwar

Figura de longa data no grupo islâmico palestino, Sinwar foi responsável pela construção do braço militar do Hamas antes de formar novos laços importantes com as potências árabes regionais como líder civil e político do grupo.

Foi eleito para o principal órgão de decisão do Hamas, o Politburo, em 2017, como líder político do Hamas em Gaza. No entanto, desde então tornou-se o líder de fato do Politburo, de acordo com uma pesquisa do Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR, na sigla em inglês).

Ele foi designado terrorista global pelo Departamento de Estado dos EUA desde 2015 e foi recentemente sancionado pelo Reino Unido e pela França.

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