Quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 19 de agosto de 2026
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) organiza um ato em São Paulo para a próxima semana para apresentação do plano de governo do presidente. O local e a data ainda estão sendo fechados, mas a campanha trabalha para realizar o ato na quinta (27) ou na sexta-feira (28).
O anúncio será na capital e contará com a presença dos candidatos do partido no estado, como Fernando Haddad. A expectativa é que Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) também estejam presentes.
Conforme informações da Folha de S.Paulo mostrou, o PT decidiu priorizar o estado de SP na campanha à reeleição, por isso, o Estado será palco de grandes eventos da campanha.
O PT ainda discute aprimorar alguns pontos do plano de governo até o anúncio. Mas também há possibilidade de ajustes ao longo da campanha eleitoral.
Discurso
No primeiro ato da campanha à reeleição, no último domingo (16), o presidente Lula se apresentou como “um peão” que conhece o povo brasileiro e defende os trabalhadores. O petista fez diversas menções a Deus, acenou às mulheres e prometeu criar um ministério para a segurança pública para “libertar” favelas e bairros pobres dominados pelo crime organizado.
“Vocês colocaram na presidência uma peão, quase um analfabeto. Eu só tenho o primário e um curso do Senai. Mas eu conheço o coração e a mente de vocês. E eu tenho certeza que os outros que passaram por esse país não conheceram”, disse Lula, abrindo o palanque até o primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
O PT organizou um comício no Estádio 1° de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), “onde tudo começou”, em referência a greves lideradas por Lula em 1979, quando era a principal voz do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O presidente foi acompanhado por Geraldo Alckmin (PSB), seu companheiro de chapa mais uma vez, e Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo.
Em um discurso de 36 minutos, Lula justificou a tentativa de chegar ao quarto mandato pela perspectiva barrar uma “direita que ficava dando risada das crianças que estavam morrendo por falta de remédio, que é responsável pela morte de 400 mil pessoas na covid por irresponsabilidade com a vacina”. Era uma referência indireta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que escalou um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL), para a disputa este ano.
“Que futuro essas pessoas pensam para o povo brasileiro, se você ri de um velhinho que está morrendo asfixiado por falta de ar? Que futuro você quer para o povo brasileiro, se você não investir em educação, saúde, casa e emprego? Enquanto eles criaram no mandato dele 2 milhões de empregos, nós criamos 10 milhões e 100 mil empregos formais em três anos e meio. Isso é pensar no futuro.” (Com informações da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo, e do jornal O Globo)