Terça-feira, 05 de maio de 2026

Lula critica Israel por prisão de brasileiro e pede libertação de ativista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a prisão do brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha “Global Sumud”, e classificou a ação do governo de Israel como “injustificável”. A declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais nesta terça-feira (5).

Segundo Lula, o caso causa “grande preocupação” e deve ser condenado internacionalmente. O presidente também afirmou que a detenção dos ativistas em águas internacionais representa uma “séria afronta ao direito internacional”. Na mensagem, Lula informou que o Brasil está atuando com a Espanha, que também teve um cidadão detido, para exigir segurança e soltura dos envolvidos.

Prisão dos ativistas

Um tribunal de Israel prorrogou por mais seis dias a prisão de dois ativistas detidos a bordo de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza, interceptada por forças israelenses em águas internacionais perto da Grécia.

Saif Abu Keshek, cidadão espanhol, e o brasileiro Thiago Ávila foram detidos pelas autoridades israelenses na quarta-feira (29) e levados para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-Palestina que estavam nos barcos foram levados para a ilha grega de Creta.

A prisão de Abu Keshek e Ávila havia sido inicialmente prorrogada até esta terça-feira, mas o Tribunal de Magistrados de Ashkelon a estendeu novamente até 10 de maio.

Os ativistas faziam parte da segunda Flotilha Global Sumud, lançada numa tentativa de romper o bloqueio israelense a Gaza, entregando ajuda humanitária. Os navios partiram de Barcelona em 12 de abril.

Documentos judiciais mostram que Israel acusa Abu Keshek e Ávila de crimes como auxílio ao inimigo, contato com um agente estrangeiro e uma organização terrorista, atividade proibida envolvendo um componente terrorista e fornecimento de meios a uma organização terrorista.

“Estou convencido de que há suspeita razoável”, concluiu o juiz Yaniv Ben-Haroush após ouvir os argumentos das partes ao conceder a prorrogação. Os advogados do grupo de direitos humanos Adalah argumentaram durante a audiência que as alegações eram infundadas e que não havia fundamentos legais para a manutenção da detenção dos dois homens.

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