Sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Lulinha processa Flávio Bolsonaro por causa de vídeo sobre suspeita de desvios no INSS

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula Silva (PT), processou o candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro, por um vídeo em que a campanha de Flávio fez sobre Lulinha e o escândalo de desvios de recursos de aposentados do INSS.

Na petição, que foi endereçada para a Justiça de São Paulo, o filho do presidente pede uma indenização de R$ 10 mil de Flávio e uma decisão liminar que determine a exclusão do vídeo das redes sociais em 24 horas. A Justiça ainda não tomou nenhuma decisão sobre o caso.

Lulinha responde a três inquéritos que investigam tráfico de influência no Supremo Tribunal Federal.

Os perfis de Flávio Bolsonaro no Instagram e no X publicaram no começo de julho um vídeo, com a legenda “Missão: Localiza Lulinha”, em que o filho do presidente Lula aparece retratado, por meio de montagem com uso de Inteligência Artificial, como alvo de uma missão militar e de avião de caça.

A defesa de Lulinha se queixa que os perfis de Flávio Bolsonaro nas redes sociais atribuem a ele condutas das quais ele não é alvo de investigação, como acusação de que ele seria “suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil”.

“Não existe contra o autor investigação, indiciamento, denúncia ou sequer hipótese acusatória de participação nas fraudes praticadas contra beneficiários do INSS. O procedimento em que seu nome foi mencionado possui objeto distinto e não lhe atribui participação nos crimes originários que produziram os valores posteriormente submetidos a investigação”, disse a defesa, representada pelo advogado Marcelo Pacheco.

O filho do presidente está sendo investigado por tráfico de influências no Supremo. A suspeita é de que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Poder Executivo nacional. Ela já atuou ao lado do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pela PF sob a suspeita de desviar recursos de aposentadorias e pensões do INSS.

A defesa de Lulinha também pediu à Justiça de São Paulo que o candidato do Novo a presidente, Romeu Zema, remova conteúdo das redes sociais e pague indenização de R$ 10 mil por um vídeo denominados de “Os Intocáveis” e “A casa caiu”, que também associam o filho do presidente a práticas criminosas.

No caso de Zema, o pedido de remoção do conteúdo foi negado pela Justiça. (Com informações do jornal O Globo)

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