Terça-feira, 09 de junho de 2026

Mais de 6 milhões de pessoas já renegociaram dívidas com a nova edição do Desenrola

Mais de 6 milhões de pessoas e famílias já renegociaram dívidas por meio do Novo Desenrola Brasil, programa lançado pelo governo federal para reduzir a inadimplência e ampliar o acesso ao crédito. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (9) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou esperar que o número de beneficiados alcance 10 milhões até o fim deste mês.

Segundo o ministro, cerca de 4 milhões de brasileiros deixaram os cadastros de inadimplentes por possuírem dívidas de até R$ 100 enquadradas nas regras do programa. Além disso, aproximadamente 1,1 milhão de pessoas conseguiram quitar débitos à vista, obtendo descontos médios de cerca de 80%. Os demais participantes aderiram a acordos de renegociação com novas condições de pagamento.

Durigan afirmou que o programa tem apresentado resultados acima das expectativas iniciais do governo. A iniciativa foi criada para permitir que consumidores endividados reorganizem suas finanças e recuperem o acesso ao crédito, considerado um dos principais entraves para a retomada do consumo das famílias.

Lançado em maio, o Novo Desenrola Brasil atende principalmente pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos e contempla dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O programa também inclui condições especiais para estudantes com débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de medidas voltadas a micro e pequenas empresas.

Entre os benefícios oferecidos estão descontos que podem chegar a 90% sobre o valor das dívidas, parcelamento em até 48 meses e juros reduzidos em algumas modalidades de renegociação. O objetivo é facilitar a regularização financeira de consumidores que enfrentam dificuldades para honrar compromissos assumidos nos últimos anos.

A equipe econômica estima que o programa possa alcançar milhões de brasileiros ainda em situação de inadimplência. De acordo com o Ministério da Fazenda, a elevada adesão registrada nas primeiras semanas demonstra o interesse dos consumidores em buscar alternativas para regularizar pendências financeiras e recuperar a capacidade de obter crédito no mercado.

Especialistas apontam que a renegociação de dívidas pode contribuir para a redução dos índices de inadimplência e estimular a atividade econômica. Com o nome regularizado, consumidores tendem a encontrar melhores condições para financiamentos e outras operações de crédito, além de ampliar sua participação no mercado de consumo.

A expectativa do governo é que o avanço das renegociações continue ao longo das próximas semanas. Segundo Durigan, a meta é atingir cerca de 10 milhões de pessoas beneficiadas pelo programa ainda neste mês, consolidando o Novo Desenrola como uma das principais ações voltadas à recuperação financeira das famílias brasileiras.

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