Sexta-feira, 19 de julho de 2024

Marina recusa cargo de Autoridade Climática e Simone Tebet viaja com Lula para buscar uma saída

A deputada eleita Marina Silva (Rede-SP) recusou o novo cargo para comandar a Autoridade Nacional de Segurança Climática, oferecido a ela pelo futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em reunião com Lula, Marina disse que essa função precisa ser desempenhada por um técnico, e não alguém de perfil político. Diante do impasse, o presidente eleito chamou novamente a senadora Simone Tebet (MDB-MS), com quem já havia conversado pela manhã, na tentativa de encontrar uma saída.

Lula convidou Simone para ser ministra do Meio Ambiente, proposta que já havia sido apresentada à senadora em outras duas ocasiões, pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Desta vez, Simone respondeu ao presidente eleito que aceitaria a pasta, desde que Marina concordasse em assumir Autoridade Climática. Até agora, porém, não houve acordo.

Meio Ambiente

Persiste o impasse sobre qual ministério Simone deverá assumir após o PT vetar o nome dela para comandar o Ministério do Desenvolvimento Social, entregue ao senador eleito Wellington Dias (PT), ex-governador do Piauí. A saída encontrada por Lula, em conversas com dirigentes do PT, foi oferecer a Simone o Meio Ambiente, cadeira para a qual Marina conta com mais apoio.

A deputada eleita foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula, de 2003 a 2008, mas saiu após vários embates com o PT e com o agronegócio. Em seguida, desfiliou-se do partido e só se reaproximou de Lula nesta campanha, pelas mãos de Fernando Haddad, futuro ministro da Economia.

Busca de alternativas

Sem acordo à vista, Lula chamou Simone para viajar com ele a São Paulo, na tarde desta sexta-feira (23), para que pudessem conversar melhor sobre a montagem do ministério. Nas redes sociais, entidades climáticas criticaram a possibilidade de Simone ser titular do Meio Ambiente, sob o argumento de que ela é ligada ao agronegócio. Foi criada até a hashtag #TemQueSerMarina, pedindo a volta da ex-ministra à pasta.

O que pesa para que Marina rejeite o cargo de Autoridade Climática está atrelado ao modelo de atuação previsto para esse posto. O modelo concebido pela própria Marina, apresentado no relatório técnico do gabinete de transição, trata a Autoridade Climática como uma autarquia, ou seja, um órgão público novo, que ficaria sob a estrutura do Ministério do Meio Ambiente. Desde o início, Marina propôs essa estrutura.

Autoridade Climática

A ideia de que a Autoridade Climática tivesse status de ministério e fosse vinculada à Presidência da República chegou a ser sugerida pela ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, mas não virou prioridade na proposta a ser apresentada ao novo comando da pasta.

Aliados de Marina dizem que, no modelo proposto, ela teria o perfil político para ocupar novamente o ministério e encaminhar os temas à Autoridade Climática, órgão executor dessas medidas. É justamente neste capítulo que está a dificuldade de dividir os dois postos entre Marina e Simone.

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