Terça-feira, 14 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 13 de julho de 2026
A Meta IA voltou atrás sobre a decisão de implementar uma ferramenta de inteligência artificial que possibilitaria a criação de imagens a partir de fotos publicadas por usuários.
O Muse Image tinha sido anunciado como uma uma ferramenta de geração de imagens desenvolvida pelo Meta Superintelligent Labs. No entanto, o público reagiu mal e criticou o fato da plataforma utilizar imagens sem consentimento dos usuários.
No Instagram, por exemplo, a ferramenta permitiria que qualquer pessoa pudesse solicitar a geração de uma nova foto de IA com base em imagens de qualquer conta pública em que o usuário tivesse mais de 18 anos. A possibilidade traria graves riscos de privacidade e consentimento.
Em meio à reação do público, a Meta apenas informou que o recurso não está mais disponível, mas não se manifestou sobre o debate acerca da responsabilização por questões de privacidade violadas.
“Anunciamos que uma das maneiras de gerar imagens no Meta AI seria marcando contas públicas do Instagram com @ para referência. Nossa intenção era fornecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle sobre se seu conteúdo público poderia ser referenciado dessa forma. Recebemos feedbacks de que esse recurso não atingiu o objetivo , portanto, ele não está mais disponível”, diz o comunicado oficial da empresa.
Outro ponto que chamou atenção dos usuários foi o fato de que, caso alguém utilizasse um conteúdo para gerar uma imagem através da IA, o perfil utilizado como referência não receberia notificação.
Responsabilização das plataformas
Em meio à ascensão das plataformas e redes sociais, a discussão sobre responsabilização das big techs no ambiente online tem aumentado cada vez mais.
Diante de medidas como a tentativa da Meta de lançar a Muse Image, vemos o STF (Supremo Tribunal Federal) tentando estipular normas para que as plataformas digitais estabeleçam regras para um ambiente seguro.
Em 17 de junho, a Corte ajustou a tese de responsabilidade das redes sociais, alterando o Marco Civil da Internet, que estabelece parâmetros para as empresas de tecnologia.
Assim, o Supremo revisou pontos sobre a responsabilização dos provedores de conteúdo, autorregulação, representantes das plataformas no país, além de outras normas. Com informações do portal CNN.