Terça-feira, 14 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 13 de julho de 2026
A Nasa lançou uma missão robótica para tentar impedir a desintegração de um de seus telescópios, já obsoleto, uma operação perigosa que deve durar vários meses. O lançamento do robô foi adiado devido ao mau tempo e, posteriormente, a problemas técnicos. Finalmente, ocorreu às 8h36 GMT (5h36 de Brasília), a partir de um atol no oceano Pacífico.
Desenvolvida pela startup americana Katalyst, a nave espacial foi lançada por um pequeno foguete chamado Pegasus, que por sua vez foi lançado de um avião.
Assim que atingir uma órbita próxima à do satélite Swift, o robô implantará painéis solares e realizará uma série de verificações.
Em seguida, ele terá que localizar o telescópio Swift na imensidão do espaço, orbitá-lo e acoplar-se a ele usando três braços robóticos. Estima-se que essas manobras levem várias semanas.
Por fim, o robô tentará impulsionar o satélite cerca de 300 quilômetros acima, até sua órbita inicial, uma operação que deverá levar pelo menos um mês.
Em vez de se desintegrar na reentrada na atmosfera, o satélite poderá, assim, continuar sua missão por anos.
Com um orçamento estimado em 30 milhões de dólares (155,8 milhões de reais), esta missão tentará algo sem precedentes: salvar um telescópio que custou 250 milhões de dólares (1,2 bilhão de reais) e é usado para estudar explosões de raios gama, as explosões mais poderosas do universo.
Considerando os inúmeros riscos da missão, Shawn Domagal-Goldman, diretor da divisão de astrofísica da Nasa, declarou recentemente estar “muito grato” por ter “a oportunidade de ao menos tentar”.
NASA procura 4 voluntários para viver 1 ano em uma missão simulada
A corrida aeroespacial contemporânea está exigindo um nível sem precedentes de preparação física, psicológica e tecnológica antes do envio dos primeiros humanos ao espaço profundo. A oportunidade de fazer parte dessa jornada histórica surge agora com uma convocação aberta para civis testarem seus limites em uma jornada confinada. Entender como funciona essa complexa missão simulada à Lua e Marte é o primeiro passo para compreender os desafios da colonização interplanetária.
O planejamento de voos de longa duração exige simulações rigorosas em solo para mapear o estresse físico e o comportamento de grupos isolados em ambientes confinados. De acordo com as diretrizes e comunicados oficiais publicados pela NASA, a primeira etapa dessa jornada está programada para iniciar suas atividades práticas em agosto de 2027. O projeto selecionará indivíduos qualificados que aceitem o desafio de simular as condições extremas de vida no vácuo espacial.
A dinâmica temporal da pesquisa foi dividida em fases estratégicas que englobam a preparação prévia e o monitoramento contínuo após a saída do confinamento. Os participantes passarão por um longo processo de adaptação para garantir que os dados científicos gerados sejam perfeitamente válidos para a comunidade científica. Essa experiência fornecerá subsídios vitais para mitigar os riscos operacionais que os astronautas reais enfrentarão no solo marciano. Com informações do portal O Globo.