Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

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Nasa lançará teste de laser invisível que pode revolucionar comunicação espacial

O uso de laser invisível no espaço pode soar como algo oriundo da ficção científica, mas é real. A Nasa lançará uma demonstração de comunicação a laser que pode revolucionar a maneira como a agência se comunicará com futuras missões pelo Sistema Solar. Essa tecnologia pode resultar em vídeos e fotos do espaço com resolução ainda mais alta, segundo a agência.

A missão deve ser lançada a bordo do Programa de Teste Espacial Satellite 6, do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, neste domingo, dia 5, a partir do Cabo Canaveral, na Flórida. A janela de lançamento ficará aberta entre 4:04 e 6:04 da manhã (horário local), e a agência fará cobertura ao vivo por meio do site e da Nasa TV.

Desde 1958, a Nasa utiliza ondas de rádio para se comunicar com astronautas e missões espaciais. Embora ondas de rádio tenham histórico comprovado, as missões espaciais estão se tornando mais complexas e coletando mais dados do que nunca.

Pense em lasers infravermelhos como a internet de alta velocidade que substituiu a lenta e frustrante internet discada – mas, em vez de internet, estamos falando de comunicação óptica. A comunicação a laser enviará informações à Terra a partir de uma órbita sincronizada com a rotação da Terra, 35.406 quilômetros acima da superfície terrestre, a 1,2 gigabits por segundo (o que equivale a baixar um filme inteiro em menos de um minuto).

A tecnologia aprimorará a taxa de transmissão de dados de 10 a 100 vezes, em comparação à radiofrequência. Lasers infravermelhos, invisíveis aos nossos olhos, têm comprimentos de onda menores do que os das ondas de rádio, então, eles conseguem transmitir mais informação de uma única vez.

Usando o atual sistema de ondas de rádio, levaria nove semanas para transmitir um mapa completo de Marte, mas, com laser, será possível fazê-lo em nove dias.

Essa missão será a primeira da Nasa com sistema de transmissão a laser ponta a ponta, que enviará e receberá informações do espaço para duas estações ópticas em Table Mountain, na Califórnia, e em Haleakalā, no Havaí. Essas estações têm telescópios capazes de receber a luz proveniente dos lasers e traduzi-la em dados digitais. Diferentemente das antenas de rádio, os receptores de comunicação a laser podem ser 44 vezes menores. Como o satélite pode tanto mandar quanto receber informação, é verdadeiramente um sistema de via dupla.

O único transtorno para esses receptores terrestres são as perturbações atmosféricas, como nuvens e turbulência, que podem interferir nos sinais a laser viajando pela atmosfera. As localizações remotas dos dois receptores foram escolhidas devido a essas condições, uma vez que ambos os locais têm altitudes elevadas e tempo claro.

Quando a missão estiver em órbita, a equipe no centro de operações em Las Cruces, no estado de New Mexico, vai ativar a demonstração de comunicação a laser e prepará-la para enviar testes para as estações terrestres.

A missão deve passar dois anos conduzindo testes e experimentos antes de começar a dar suporte a missões espaciais, incluindo um terminal óptico que será instalado futuramente na Estação Espacial Internacional.

O equipamento atua como um satélite de transmissão, o que elimina a necessidade de futuras missões terem antenas com linha de visão direta à Terra. O satélite deve ajudar a reduzir o tamanho, o peso e os requisitos de energia para comunicação das naves espaciais futuras – apesar de a missão ter o tamanho aproximado de um colchão king-size.

Isso significa que as missões futuras podem ser menos caras e ter mais espaço para abrigar mais instrumentos científicos.

Outra missão atualmente em desenvolvimento, que pode testar a comunicação a laser, é o Sistema de Comunicação Óptica Orion Artemis II, que permitirá uma troca de vídeos em alta definição entre a Nasa e astronautas da missão Artemis se aventurando em direção à Lua.

Mais uma missão que poderá testar a tecnologia é a Psyche, que será lançada em 2022 e que alcançará seu asteroide de destino em 2026. Essa missão estudará um asteroide metálico que está a mais de 240 milhões de quilômetros de distância e testará seu laser de comunicação óptica para enviar informações de volta à Terra.

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