Terça-feira, 16 de julho de 2024

O ex-governador do Rio Wilson Witzel foi barrado ao tentar participar, sem convite, de uma reunião no Palácio do Planalto

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel foi impedido de participar de uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nessa quinta-feira (16).

De acordo com a Comunicação do Governo Federal (Secom), a presença do ex-governador não estava prevista na agenda marcada pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados, que pediu o encontro para apresentar um projeto.

A Secretaria de Comunicação Social divulgou uma nota sobre o episódio. No comunicado, o ministério afirma que Witzel tentou participar de um reunião marcada pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (IEJA).

“O Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (IEJA) pediu uma agenda para apresentar um projeto à Secretaria de Comunicação Social (Secom). O ex-governador Wilson Witzel, que é apoiador do Instituto, teve conhecimento da agenda e tentou participar. A presença do ex-governador não estava prevista na agenda. Ele não foi recebido por ninguém da Secom”, diz a nota.

Na nota, a assessoria diz que Witzel é apoiador do Instituto. O texto ainda afirma que o político fluminense teve conhecimento da agenda e tentou participar do encontro, mas não explica como recebeu a autorização dos agentes ligados ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para acessar o prédio.

Wilson Witzel disse que sua presença foi comunicada e que ele foi autorizado a entrar. Contudo, segundo o ex-governador, ele não participou da reunião por ter chegado atrasado.

O ex-governador ficou cerca de 20 minutos do Planalto e esperou parte do tempo em uma sala onde outras três pessoas também estavam naquele momento. O Planalto, contudo, disse em nota que Witzel não foi recebido por ninguém da Secom. Questionado por jornalistas tanto na entrada quanto na saída do prédio, o político preferiu não responder sobre com quem seria o encontro.

Witzel, eleito em 2018 na onda bolsonarista, foi cassado em um processo de impeachment em 2021. O pedido foi apresentado com base em informações da Operação Placebo, deflagrada pela Polícia Federal para investigar desvios na saúde do Rio.

Quando foi afastado, Witzel já tinha rompido e se tornado adversário do então presidente Jair Bolsonaro. Ele foi substituído pelo vice Cláudio Castro, que se elegeu governador nas eleições do ano passado.

Após o afastamento do Palácio das Laranjeiras no Rio, Witzel tentou voltar à política no pleito de 2022, mas teve a candidatura ao cargo de governador rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ainda estar enquadrado na lei da ficha limpa.

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