Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

“O governador não tem nada a esconder”, diz advogado após operação de busca da Polícia Federal na casa e no escritório do governador do Distrito Federal

A Polícia Federal (PF) realizou, na tarde dessa sexta-feira (20), uma operação de busca e apreensão na casa do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Foram apreendidos dois computadores e documentos do governador afastado. O celular de Ibaneis, entretanto, não pôde ser confiscado, já que o mesmo não estava no Distrito Federal no momento do cumprimento do mandado de busca e apreensão. A informação foi confirmada pela defesa do governador afastado, que não informou onde ele se encontra.

Além da casa dele, mandados de busca e apreensão foram cumpridos no antigo do escritório de advocacia de Ibaneis e na sede do Palácio Buriti, sede do governo do DF. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), também houve mandados contra o ex-secretário interino de Segurança Pública do DF, Fernando de Souza Oliveira. As informações são do O Globo.

As medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a partir de pedidos da PGR. O objetivo é buscar provas para instruir o inquérito instaurado para apurar condutas de autoridades públicas que teriam se omitido na obrigação de impedir os atos terroristas do último dia 8. As medidas cautelares foram requeridas pelo coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos.

O advogado de Ibaneis disse não temer as apreensões feitas em endereços ligados a seu cliente.

“O governador não tem nada a esconder, um mandado de busca e apreensão visa colher provas, mas neste caso, não há motivos para temor”, disse Toron.

Em publicação no Twitter, Ibaneis afirmou que não há “nada” que possa ligar ele “aos golpistas que atacaram os três Poderes” e disse que sempre quis “colaborar com as investigações” e que mantém essa postura. O governador afastado afirmou também que mantém a “fé em nosso sistema Judiciário e a certeza de que tudo restará esclarecido”.

Depoimento

Na última semana, Ibaneis prestou depoimento à Polícia Federal. O comparecimento dele foi um pedido da própria defesa, que se antecipou a uma intimação.

Os advogados afirmaram em documento enviado ao Supremo que o plano de segurança elaborado para a manifestação do último dia 8 sofreu “atos de sabotagem” das forças de segurança locais e acusa policiais de terem agido com “conivência” e “colaboração” com os manifestantes golpistas e de terem cometido “deserção”. A peça foi encaminhada a Moraes.

No documento, os advogados admitem que a primeira impressão é de que houve “aparente falta de preparação para os atos anunciados”, mas argumentam que “diversos agentes aos quais incumbiam a execução do protocolo de ação seguiram pela inaceitável e criminosa linha da conivência e da colaboração com os grotescos atos terroristas, tudo à revelia do que havia sido previamente alinhado”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de em foco

Às vésperas de eleição na Câmara, Mesa Diretora aumenta valores da cota parlamentar
Alexandre de Moraes conclui análises e mantém 942 manifestantes radicais presos
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play