Sábado, 06 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de junho de 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o acesso de um prestador de serviços à residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a realização de reparos e manutenções. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária no imóvel por motivos de saúde, conforme determinação da Corte.
A decisão atende a um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente, que informou a necessidade de intervenções estruturais na residência. Entre os serviços descritos pelos advogados estão o conserto de um vazamento hidráulico, a manutenção de esquadrias, inspeções em equipamentos e instalações localizados na área externa da casa, além do reparo de revestimentos. Segundo a solicitação, as medidas são consideradas necessárias para a conservação do imóvel e para garantir condições adequadas de uso.
Em despacho assinado nessa sexta-feira (5), Moraes autorizou a entrada do profissional nos dias 9, 10 e 11 de junho, sempre entre 8h e 17h. O ministro também estabeleceu regras para o acesso ao local. Entre elas, a realização de vistoria prévia no trabalhador antes de sua entrada na residência e a retenção de celulares e demais equipamentos eletrônicos durante o período de permanência no imóvel. Os aparelhos deverão ficar sob a guarda dos agentes responsáveis pela fiscalização das medidas impostas ao ex-presidente.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. A condenação ocorreu no âmbito das investigações relacionadas aos atos que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Desde o fim de março, o ex-presidente está em prisão domiciliar humanitária após apresentar um quadro de broncopneumonia bacteriana. A medida substituiu sua permanência no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde estava custodiado anteriormente.
Além dos problemas respiratórios, Bolsonaro passou por um procedimento cirúrgico no início de maio para “reparo artroscópico do manguito rotador à direita”, estrutura responsável pela estabilidade e movimentação do ombro. A cirurgia foi realizada em razão de limitações funcionais e dores persistentes na articulação.
Relatórios médicos encaminhados ao STF no fim do mês passado indicam que o ex-presidente ainda enfrenta restrições em seu processo de recuperação. De acordo com os documentos, ele não recebeu autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia e continua apresentando “importante limitação de movimento do ombro direito, rigidez articular e restrições de mobilidade na região da cicatriz cirúrgica”. As informações foram utilizadas para embasar a manutenção da prisão domiciliar por razões humanitárias. (Com informações de O Estado de S. Paulo)