Sábado, 13 de julho de 2024

ONU pede para “inundar” Gaza com ajuda para salvar crianças da fome

A ONU (Organização das Nações Unidas) fez um apelo nesta terça-feira (05) para “inundar” a Faixa de Gaza com ajuda e salvar as crianças que estão morrendo de fome, após visitar dois hospitais pela primeira vez desde outubro, no início da guerra.

O fato de “crianças estarem começando a morrer de fome (…) deveria ser um alerta diferente dos outros”, afirmou o porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Jens Laerke.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) relatou cenas “sinistras” de crianças famintas, após auxiliar dois hospitais no norte da Faixa no último fim de semana, pela primeira vez desde outubro.

Os médicos do Hospital Kamal Adwan, o único hospital pediátrico no norte da Faixa de Gaza, informaram à equipe da OMS que “pelo menos 10 crianças morreram de fome”, disse o líder da missão, Ahmed Dahir, que participou por vídeo em uma coletiva de imprensa realizada em Genebra.

O Ministério da Saúde de Gaza, liderado pelo movimento palestino islamista Hamas, afirmou que pelo menos 15 crianças morreram no hospital devido à desnutrição e desidratação, e seis bebês estão em grave perigo por desnutrição aguda.

“Se não for agora, quando será o momento (…) de inundar Gaza com a ajuda que ela precisa?”, enfatizou Laerke. Nesta terça-feira, aviões dos Estados Unidos lançaram mais de 36.000 suprimentos alimentares sobre a Faixa de Gaza, como parte de uma operação conjunta com a Jordânia, declarou o exército dos EUA.

A ONU alertou que a fome na Faixa era “quase inevitável” devido à guerra que assola o território palestino desde que milicianos do Hamas atacaram o sul de Israel em 7 de outubro.

Esse ataque resultou na morte de cerca de 1.160 pessoas em Israel, segundo um levantamento da AFP com base em números oficiais israelenses. Os milicianos palestinos também sequestraram 250 pessoas, das quais Israel estima que 130 ainda estão retidas.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva contra o Hamas em Gaza que matou até agora mais de 30.600 pessoas, a maioria civis, de acordo com números do grupo palestino.

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