Sábado, 09 de maio de 2026

Operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira faz o clima pesar entre lideranças do Centrão

Um verdadeiro climão. Foi dessa maneira que uma liderança do Centrão classificou o ambiente político entre os membros do bloco de partidos de centro após o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, ter sido alvo da quinta fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

A Polícia Federal (PF) aponta a identificação da suposta conduta do senador do Piauí em favor de Daniel Vorcaro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, o parlamentar do PP chegou a ser cotado para ser candidato a vice-presidente da chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.
A operação abalou lideranças do Centrão, que admitem, em caráter reservado, terem sido tomados por constrangimento e cautela.

A leitura é que é preciso acompanhar os próximos passos e evitar, nas mesmas proporções, se associar ao dirigente do PP por um lado e isolá-lo por outro.
Há ainda a preocupação sobre desdobramentos da ação e com eventuais novas operações contra outros membros do bloco nas próximas semanas.

Parte das legendas desse bloco deve colocar o pé no freio na disposição de abraçar a postulação de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. O sentimento é que é preciso arrumar a casa e retomar a ofensiva contra o governo Lula apenas quando a tempestade já estiver no retrovisor.

Além disso, esperam que o próprio time de Flávio buscará sustentar uma distância protocolar do grupo pelo menos neste primeiro momento.

Desgaste

Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitem que a operação da PF sobre o Banco Master que atingiu Nogueira, tem efeito sobre a direita na disputa presidencial, dado que o partido é cotado para ocupar a vaga de vice na chapa e o político foi braço direito de Jair Bolsonaro (PL).

A primeira avaliação da campanha, no entanto, foi a de que Flávio conseguiu se manter afastado até aqui e deve tentar permanecer preservado. Foi um acerto, dizem esses auxiliares, que a vaga de vice já não tenha sido anunciada para a federação PP-União Brasil, o que ampliaria o desgaste.

A federação ainda não declarou apoio a Flávio, embora esse seja o caminho natural até as convenções, de acordo com quatro integrantes de PP e União Brasil.

O posto de vice está vago, entre outros motivos, porque havia a expectativa de que o caso Master pudesse chegar a aliados importantes como Ciro Nogueira. Como mostrou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, há receio na campanha de Flávio de que o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, seja alvo das investigações.

A orientação na equipe de Flávio é dar tempo para que os efeitos das apurações e da delação de Daniel Vorcaro possam ser medidos antes de definir se o PL fará coligação e com quais partidos. Na prática, o jogo segue em aberto, com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) como possíveis vices. (Com informações da revista Veja e da Folha de S.Paulo)

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