Sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

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Países europeus cancelam festas de fim de ano por conta da quarta onda de Covid

Na Europa, vários países também cancelaram as festas de fim de ano por conta da quarta onda de transmissão do coronavírus e da preocupação com a variante ômicron, assim como ocorre em pelo menos 20 capitais brasileiras.

A Alemanha já avisou que as festas de réveillon com fogos de artifício — que geralmente têm mais aglomeração — estão proibidas. A primeira-ministra Angela Merkel definiu essa e outras medidas como um “ato de solidariedade nacional”.

Até Portugal, país mais vacinado da União Europeia, está achando melhor não fazer festa grande. Porto e Lisboa já cancelaram as celebrações de revéillon. Apesar de — graças às vacinas — as hospitalizações e mortes por Covid continuarem baixas no país, as infecções estão aumentando.

Estrategicamente, o governo português já agendou um lockdown nacional para a primeira semana de janeiro. Trabalhar de casa vai ser obrigatório. O governo está chamando de “semana de contenção”, uma forma de tentar evitar que o vírus se espalhe depois de um período de vida social intensa.

Em Praga, na República Tcheca, as feirinhas de Natal, muito tradicionais na Europa, foram fechadas.

A variante ômicron também está estragando os planos dos franceses. Várias empresas cancelaram confraternizações. “Já cancelaram metade das reservas no meu restaurante”, diz um dono do local.

Em Londres, as feiras de Natal e os parques de diversão temporários estão mantidos por enquanto. A cidade vive um clima normal de Natal, com as ruas lotadas. As autoridades falam que as pessoas nao precisam cancelar confraternizações de fim de ano. Mas pedem que todo mundo faça teste de Covid antes de se reunirem com amigos e família — e que usem máscara. Para o réveillon, o governo preferiu ter uma cautela maior.

A queima de fogos à beira do Rio Tâmisa costuma juntar 100 mil pessoas, e foi cancelada antes mesmo do surgimento da ômicron. Mas o Ano Novo não vai passar em branco. A prefeitura de Londres está organizando uma festa menor na Trafalgar Square, no Centro da cidade.

Berço da ômicron

O Instituto Holandês de Saúde e Meio Ambiente (RIVM, na sigla em holandês) anunciou na semana passada a descoberta da presença da nova variante ômicron do coronavírus em amostras colhidas há pelo menos duas semanas. Isso indica que essa linhagem já estava presente em solo europeu antes dos primeiros casos serem detectados na África do Sul.

Qualificado como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua disseminação mais rápida e maior resistência a tratamentos, seu aparecimento gerou uma reação em cadeia para conter infecções. A União Europeia (UE) protegeu-se suspendendo voos com sete países do sul da África e os contatos entre cidadãos foram limitados. Os Estados Unidos tomaram medidas semelhantes em relação à região africana.

O anúncio do instituto holandês RIVM foi postado em seu site e indica que a variante B.1.1.529, batizada de ômicron pela OMS, estava em amostras colhidas pela saúde pública nos dias 19 e 23 de novembro. Em um teste especial de PCR, ambos mostraram uma alteração na proteína spike do coronavírus.

Por isso, destaca o instituto, “as amostras foram enviadas para a gente ver se esse resultado era confirmado”. Na Holanda, os testes covid-19 são realizados em vários laboratórios nacionais. Quando se constatou que se tratava da ômicron, o RIVM informou as autoridades sanitárias para que notificassem os afetados e seus contatos, e fosse feito o rastreamento em busca da origem do vírus.

“Não está claro neste momento se essas pessoas estiveram no sul da África”, acrescentou o comunicado. Se não, ainda é possível que essa linhagem tenha vindo de lá. “Eles podem ter entrado em contato com alguém que já carregava o ômicron, e foram infectados”, disse Chantal Reusken, virologista do RIVM, à televisão pública holandesa.

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