Terça-feira, 23 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 23 de junho de 2026
A Polícia Federal atestou que líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), “exerceu o mandato parlamentar de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master”, a partir de indícios obtidos a partir dos celulares apreendidos, segundo relatório ao ministro do STF André Mendonça. Pior é que a essa atuação não se caracteriza por ato único e isolado, “mas em padrão contínuo, sistemático e documentado de engajamento pessoal” nos negócios liderados por Daniel Vorcaro.
Juntos na ascensão
Para a PF, Jaques Wagner atuou em favor do conglomerado financeiro sobretudo de 2022 a 2025, na “ascensão da organização criminosa”.
Projeto de Ciro na mesa
A PF aponta reuniões de Wagner para tratar de temas de interesse do Vorcaro, como aumentar cobertura do FGC para beneficiar o Master.
Batom na cueca
Wagner negou relação com Daniel Vorcaro, mas enviou mensagem ao ex-sócio Augusto Lima, indagando “como estão as coisas do banco”.
Pernas curtíssimas
É acusado também de mentir sobre dólares e euros. As diárias pagas pelo Senado totalizam bem menos que os R$600 mil apreendidos.
Lula avalia entregar liderança para outro partido
Com Jaques Wagner (PT-BA) sob fritura após ser alvo da Polícia Federal, o Planalto sonda até nomes de outros partidos para suceder ao petista na liderança do governo no Senado, apesar de o baiano ter tudo para continuar no cargo. Três parlamentares do PT estão cotados, mas cada um com abacaxi para resolver. Randolfe Rodrigues (PT-AC) ocupa o posto de líder no Congresso e é lembrado, mas precisa renovar seu mandato, situação semelhante à do colega Rogério Carvalho (PT-SE).
Cotado, mas…
Sobra Camilo Santana (PT-CE), que não precisa renovar o mandato, tem boa interlocução com os colegas, mas tem problema local para resolver.
Abacaxi cearense
Camilo é o plano B do PT caso Elmano de Freitas não desencante nas pesquisas para se reeleger governador do Ceará.
No páreo
Sobram na lista senadores do MDB, bancada com o mesmo número do PT (9); PSB, que faz bloco com PSD; e PDT, integrante do bloco petista.
Ativismo em ação
A demora de Lula (PT) em dispensar Jaques Wagner da Liderança do Governo tem explicação: ela não pensou nisso. Foi ideia de jornalistas governistas para evitar a “contaminação” da campanha do PT com esse escândalo. Insistiram tanto que, como sempre, Lula gostou da sugestão.
Unha e carne
Jaques Wagner pode não ser flor que se cheire, como se diz na oposição, mas ele jamais seria desleal a Lula. O senador nada faria sem ordem ou concordância de Lula. São mais de 45 anos de intimidade.
Corpinho de PSDB
Se Lula agora nega as origens, Aloysio Nunes declarou-se “de esquerda” ao trocar o PSDB pelo socialista PSB. Motorista e segurança de Carlos Marighella na luta armada contra o regime militar, ele chega criando problemas: o PSB, diz, tem “orientação social democrática”, tipo PSDB.
Junto e misturado
Flávio Bolsonaro (PL) vê elo entre Lula, o senador Jaques Wagner e o cambalacho do Banco Master: “Jaques é Lula e Lula é Master. Quando esse fio for puxado, o PT acaba”, conclui.
Sabe que não sabe
Com margem de erro de dois pontos, a Datafolha de sábado (20) aponta empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL); 47% a 43%. Ou seja, o resultado permanece incerto até no instituto que virou meme.
Tripudiou
Presidente dos EUA, Donald Trump tornou notícia velha o anúncio do premiê do Reino Unido, Keir Starmer, de que deixaria o cargo. Quase 24h antes, o americano avisou que o inglês deixaria o cargo após fracassar “miseravelmente” em imigração e energia.
Apostas inglesas
Casas de apostas inglesas como a Betfair apontam vitória de Lula (PT) quase certa, este ano. O petista tem chance de 1/33, ou seja, 97% de probabilidade. Já a vitória de Flávio paga mais: 6/5, 45,5% de chances.
Data marcada
Faltam menos de dois meses para o primeiro debate entre os candidatos a presidente, este ano. A primeira discussão entre os presidenciáveis está marcada para o domingo, 16 de agosto, às 20h, na TV Band.
Pergunta no Senado
Tem “cotado” ou “coitado” para assumir a liderança de Lula no Senado?
PODER SEM PUDOR
Narizes poderosos
O catarinense Esperidião Amin presidia o PPR, em 1993, e certo dia puxou papo com o senador Pedro Simon, dizendo que até mudaria de partido só para ajudar a eleger o colega gaúcho presidente nacional do PMDB. “Depois a gente elege José Richa presidente do PSDB”, brincou Simon. “Assim nós vamos formar a República Árabe Unida”, respondeu Amin, referindo-se à ascendência dos três. “E será uma república tridimensional. As decisões serão tomadas de acordo com as dimensões do nariz: o Richa ganha pela largura, tu ganhas pela abertura e eu, pelo tamanho!”
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)