Terça-feira, 21 de maio de 2024

Petrobras prevê a instalação de 11 novas plataformas no pré-sal até 2027

A Petrobras prevê instalar 11 novas plataformas para produzir no pré-sal até 2027. Desde dezembro do ano passado, a empresa já colocou em produção dois novos sistemas no pré-sal: a P-71, no Campo de Itapu, e FPSO Almirante Barroso, no Campo de Búzios. A estatal prevê iniciar a operação da terceira unidade (FPSO Sepetiba, no Campo de Mero) até o fim deste ano. FPSO é a sigla em inglês para plataforma flutuante de produção, armazenagem e transferência de petróleo.

Com os novos projetos, somados às unidades já em operação, a estimativa é que a companhia irá produzir um total de 3,1 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2027, sendo 2,4 milhões no pré-sal (parcela própria da Petrobras), o que representará 78% do total da produção.

No caso da produção operada (Petrobras mais parceiros), a projeção é que o volume produzido no pré-sal alcance 3,6 milhões em 2027.

A companhia informou que o Plano Estratégico para o período de 2023 a 2027 destinou US$ 64 bilhões para investimentos em atividades de exploração e produção. Uma parcela de 67% desses recursos será destinada a investimentos no pré-sal.

Campo de Búzios
Segundo a empresa, maior campo em águas ultraprofundas da indústria mundial, Búzios tem apresentado excelente resultado. Em junho, o campo alcançou produção acumulada de 1 bilhão de barris de óleo equivalente, passados apenas cinco anos desde que iniciou sua operação. Para efeito de comparação, o Campo de Marlim, na Bacia de Campos, levou 11 anos para atingir o patamar de 1 bilhão e o Campo de Tupi, no pré-sal, nove anos.

“Atualmente o campo de Búzios opera com cinco plataformas, todas do tipo FPSO: P-74, P-75, P-76, P-77 e Almirante Barroso. E a perspectiva para o futuro é muito positiva. Das 11 novas plataformas programadas para o pré-sal até 2027, seis serão destinadas a Búzios: FPSOs Almirante Tamandaré (previsto para 2024); P-78 e P-79 (ambas para 2025); P-80 e P-82 (as duas para 2026), além da P-83 (2027)”, diz a Petrobras.

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