Quarta-feira, 13 de maio de 2026

Polícia Federal faz operação contra quadrilha que pretendia matar Sergio Moro e outras autoridades

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (22) uma operação para prender um grupo criminoso que planejava realizar ataques contra servidores públicos e autoridades. A facção atua dentro e fora dos presídios brasileiros e internacionalmente. Entre as ações, os suspeitos pretendiam inclusive homicídios e extorsão mediante sequestro. O ex-juiz Sérgio Moro seria um dos alvos do grupo criminoso, e o promotor de Justiça de SP, Lincoln Gakiya, o outro.

“Foi investigado e identificado um plano de homicídios contra vários agentes públicos (dentre os quais um senador e um promotor de Justiça). Hoje a Polícia Federal está realizando prisões e buscas contra essa quadrilha. Meus cumprimentos às equipes da PF pelo importante trabalho”, escreveu o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, no Twitter.

Cerca de 120 policiais federais cumpriram 21 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e Paraná. De acordo com a PF, os ataques eram planejados em cinco unidades da federação: Rondônia, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Até o momento, foram nove presos – sendo seis homens e três mulheres -, todos em São Paulo. Os outros dois procurados com mandado de prisão expedido são do Paraná. Em São Paulo, foram apreendidas apreendeu joias, dinheiro em espécie guardado em um cofre, celulares, uma moto e um carro de luxo.

“Essa é uma investigação que já transcorre há vários meses e que trouxe essa preocupação em razão do nível de risco de ameaça de várias autoridades públicas. Mas o que nós temos a convicção é de que o momento da deflagração mais oportuno foi esse e, portanto, a polícia agiu cumprindo a sua missão constitucional, cumprindo um papel de polícia de Estado, fazendo a operação que tinha que fazer nessa data”, disse o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Investigações

Os promotores identificaram que a quadrilha começou a monitorar o senador Sergio Moro e a família dele no dia 27 de janeiro. Três dias depois, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Sarrubbo, e o promotor Lincoln Gakiya foram a Brasília e se reuniram com Moro, com a deputada Rosângela Moro e com as polícias da Câmara e do Senado.

A cúpula da Polícia Federal foi informada de tudo e determinou a abertura de uma investigação sigilosa. Por precaução, Sergio Moro, a mulher e os filhos receberam reforço na segurança pessoal.

Segundo investigadores, a retaliação a Moro era motivada por mudanças no regime de visitas em presídios. Criminosos também trabalhavam com a ideia de sequestrar o senador como forma de negociar a liberação de Marcola. Ao menos dez criminosos se revezavam no monitoramento da família do senador em Curitiba, segundo agentes.

Quando era ministro de Segurança Pública, Moro determinou a transferência do chefe da facção, Marcola, e outros integrantes para presídios de segurança máxima. À época, o senador defendia o isolamento de organizações criminosas como forma de enfraquecê-las.

Os suspeitos alugaram chácaras, casas e até um escritório ao lado de endereços de Sergio Moro. A família do senador também teria sido monitorada por meses pela facção criminosa, apontam os investigadores.

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