Domingo, 16 de junho de 2024

Polícia Federal investiga o Coronel Mauro Cid por lavagem de dinheiro após apreender US$ 35 mil em sua casa

A Polícia Federal (PF) investiga a origem de dinheiro em espécie apreendido na casa do tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Operação Venire. Os agentes encontraram US$ 35 mil dólares (cerca de R$ 174 mil) e R$ 16 mil em um cofre na casa do militar. Ele agora é investigado também por lavagem de dinheiro. 

O tenente-coronel Mauro Cid é alvo de investigação sobre as fraudes nos certificados de vacina, que atingem também o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os investigadores encontraram conversas sobre as fraudes nos dados de vacinação. A apuração teve início com a quebra do sigilo de mensagem de Mauro Cid. 

Mauro Cid foi preso preventivamente na quarta-feira (3), por suspeita de integrar esquema de adulteração de dados nos sistemas do Ministério da Saúde para fraudar comprovantes de vacinação contra a covid. Além dele, outras cinco pessoas, incluindo também dois dos seguranças do ex-presidente também foram alvos de mandado de prisão.

A PF pretende pedir a quebra do sigilo da conta para analisar a movimentação financeira após identificar uma conta bancária aberta em nome de Mauro Cid nos Estados Unidos. A investigação descobriu que o militar mantém uma conta bancária em Miami, nos Estados Unidos, de onde teria sacado os dólares em uma viagem no mês de março deste ano. A conta é mantida em uma subsidiária internacional do Banco do Brasil.

Mauro Cid também entrou na mira da PF em uma investigação sobre a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. Conversas do aplicativo WhatsApp interceptadas pelos policiais e reveladas pelo blog mostram que ele trocou mensagens com o blogueiro Allan dos Santos, do Terça Livre, que defendeu intervenção por parte das Forças Armadas. 

Em depoimento, ele negou apoiar uma intervenção militar. Mauro Cid se tornou o braço-direito e ‘faz-tudo’ do ex-presidente durante sua gestão. Ele está sendo investigado em outros casos, como o das jóias de R$ 16,5 milhões retidas pela Receita Federal. O tenente-coronel foi o primeiro a ser escalado para tentar resgatar pessoalmente o conjunto. O ex-ajudante de ordens também foi implicado pela PF na investigação sobre o vazamento de informações relacionadas a um ataque hacker aos sistemas da Justiça Eleitoral.

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