Sábado, 27 de novembro de 2021

Prefeito americano é preso e indiciado por causa de “pornô de vingança’

O prefeito de Cambridge (Maryland, EUA), Andrew Bradshaw, de 32 anos, foi preso e indiciado por violação da lei antipornografia, fazendo o que é conhecido como “pornô de vingança” ou “vingança pornô”, disse o Gabinete da Promotoria Estadual na última segunda-feira (15). Ele foi liberado após pagar fiança.

As acusações alegam que Bradshaw, postou fotos na plataforma Reddit em que uma mulher de aproximadamente 26 anos aparece nua. Ela não teve a identidade revelada. Os dois tiveram um relacionamento. As imagens postadas estavam acompanhadas de legendas “com injúrias raciais e linguagem sexualmente explícita”.

O republicano Bradshaw, que muitos definem como um “religioso devoto”, vive com a companheira, a assistente social Natalee Tubman. O prefeito costuma postar nas redes sociais fotos em que aparece ao lado de Natalee. Os dois são conhecidos como “o casal perfeito”. Eles estão juntos desde 6 de abril de 2019.

As fotos foram publicadas por contas que o prefeito criou com nomes de usuário que incluíam variações do nome e data de nascimento da vítima, e postadas em vários fóruns “relacionados a atividade sexual, humilhação, degradação, raça e outros tópicos”, conforme reportagem de emissora afiliada da rede CBS.

Se condenado, Bradshaw enfrentaria uma pena máxima de dois anos de reclusão e uma multa de US$ 5.000 (R$ 27,5 mil) para cada uma das 50 acusações.

Não foi esclarecido por que Bradshaw praticou o “pornô de vingança”. Suspeita-se que tenha sido uma resposta vingativa dele após a mulher não aceitar a retomada do relacionamento.

O que é

A pornografia de vingança é um crime que consiste em expor publicamente na internet fotos ou vídeos íntimos de outra pessoa sem o consentimento dela.

Desde 2018, o compartilhamento desse tipo de material é considerado um crime, de acordo com o artigo 218-C do Código Penal, e pode levar à pena de um a cinco anos de prisão, além de indenização por danos morais e materiais à vítima.

Nos casos em que a conduta é motivada por vingança ou humilhação, ou ainda, se a pessoa que a praticou mantém ou manteve “relação íntima de afeto” com a vítima, a pena pode ser aumentada em até dois terços.

Ainda assim, são raros os casos em que os crimes de pornografia de vingança são levados à justiça. A pesquisa do “Projeto Vazou”, realizada pelo Grupo de Estudos de Criminologia (GECC), divulgada em 2019, ouviu 141 vítimas e revelou que 86% delas não abriram um processo judicial.

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