Sábado, 18 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 18 de julho de 2026
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, disse em uma entrevista divulgada neste sábado (18) que sua equipe ainda está discutindo a possibilidade de prender o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante sua participação na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), prevista para setembro.
“Acredito que o primeiro-ministro Netanyahu deveria estar em Haia”, disse Mamdani em uma entrevista ao programa The Interview, do New York Times. Haia é a sede do TPI (Tribunal Penal Internacional), que emitiu um mandado de prisão contra Netanyahu em novembro de 2024 por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Nem Israel nem os Estados Unidos são signatários do TPI.
No entanto, o prefeito afirmou que ainda está estudando se tem autoridade legal para ordenar que a polícia de Nova York prenda um líder estrangeiro. “O que quer que a lei me permita fazer na cidade de Nova York, é isso que faremos, mas não vamos criar nossas próprias leis para esse fim”, disse ele durante a entrevista.
Benjamin Netanyahu deve viajar a Nova York em setembro para discursar na Assembleia Geral da ONU. No ano passado, quando o premiê voou aos EUA para participar do encontro nas Nações Unidas, ele fez um caminho alternativo para evitar sobrevoar países que poderiam executar o mandado de prisão do TPI.
No lugar de sobrevoar vários países europeus, ele voou por toda a extensão do Mar Mediterrâneo e o Estreito de Gibraltar, de acordo com sites de rastreamento. O avião sobrevoou brevemente a Grécia e a Itália, de acordo com o FlightRadar24, mas evitou completamente o espaço aéreo francês e espanhol, aumentando a duração da viagem.
Se Netanyahu sobrevoasse países europeus signatários do TPI, ele poderia ser forçado a pousar e preso.